História
22 janeiro 2026
Moçambique, ONU e Parceiros Intensificam Esforços para Salvar Vidas
MAPUTO, Moçambique - Mais de 600 mil pessoas já foram afetadas pelas cheias severas no sul e centro de Moçambique e 120 mortes registradas, após semanas de chuvas intensas. As províncias de Gaza, Maputo e Sofala estão entre as mais atingidas, com casas, unidades de saúde e infraestruturas gravemente danificadas.Quase 5.000 km de estradas foram afetados em nove províncias, incluindo a principal via que liga Maputo ao resto do país, hoje inacessível. Cadeias de abastecimento estão interrompidas e mais de 27 mil cabeças de gado foram perdidas.O Governo de Moçambique lidera a resposta, com apoio das Nações Unidas e parceiros humanitários. Estão em curso operações de busca e salvamento, evacuações preventivas e avaliações de danos. Atualmente, mais de 50 mil pessoas deslocadas encontram-se acolhidas em 50 centros temporários em todo o país.As Nações Unidas estão a reforçar assistência vital — abrigo, água potável, saneamento, cuidados de saúde, nutrição para bebés e mães, vacinação e apoio em dinheiro — garantindo dignidade, proteção e segurança às famílias afetadas.“Neste momento, a prioridade absoluta é salvar vidas — garantindo alimentação, água limpa, abrigo seguro, cuidados de saúde, nutrição para bebés e mães, e apoio em dinheiro para proteger a dignidade e a segurança”, afirmou a Dra. Catherine Sozi, Coordenadora Residente da ONU e Coordenadora Humanitária para Moçambique. “Ao mesmo tempo, precisamos ajudar as comunidades a reconstruir e reduzir riscos futuros. Este é um momento que exige renovada solidariedade global”, continuou. Em apoio à liderança do Governo, o sistema das Nações Unidas está plenamente mobilizado em Gaza e noutras províncias afetadas para responder à emergência das cheias:A FAO está a priorizar o apoio à restauração rápida da produção alimentar — destacando equipas de emergência, apoiando agricultores com sementes de ciclo curto, proteção pecuária e reabilitação das pescas, ajudando a evitar a perda da janela crítica de plantio.O IFAD está a ativar o seu mecanismo de Resposta Rápida a Emergências e Desastres (RRED) nos projetos PRODER e PROCAVA, permitindo prestar apoio rápido e direcionado às comunidades afetadas pelas cheias.A OIM continua a apoiar com o acompanhamento essencial do deslocamento populacional e a reforçar as medidas de proteção e PSEA.A UNESCO está a investir no reforço das capacidades de alerta precoce e resposta multirriscos, com intervenções que reforçam as avaliações de risco climático, o planeamento adaptativo e a governação inclusiva do risco de desastres, etc.O UN-Habitat está a apoiar a coordenação do setor de abrigo em Gaza e a avançar com avaliações críticas dos assentamentos, infraestruturas públicas e serviços básicos, fornecendo igualmente orientação técnica para uma reconstrução resiliente e reforço das capacidades locais.O UNICEF intensificou o apoio em água e saneamento, saúde, nutrição, educação, proteção infantil e proteção social, destacando liderança de clusters e capacidade logística para Gaza, e respondendo em várias províncias com fornecimento de serviços e bens vitais.A OMS e a ONUSIDA estão apostos para apoiar a continuidade do acesso aos serviços de saúde, e do tratamento para as pessoas que vivem com VIH.Olhando para a frente, o PNUD está preparado para apoiar a avaliação de danos em habitações e edifícios, e coordenar um Análise de danos pós-desastre, com o Governo e parceiros.Por meio das 25 entidades da ONU trabalhando no país, e juntamente com os nossos parceiros regionais, já mobilizamos uma equipa humanitária multissectorial que está a apoiar o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) móvel na Província de Gaza.Adicionalmente, uma equipa do Sistema de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas, composta por especialistas com habilidades em coordenação, gestão de informações, avaliação, emergências ambientais, administração e finanças, foi mobilizada e chegará ao País o mais rápido possível.Moçambique enfrenta crises sobrepostas - cheias, deslocamento forçado, doenças e pressão económica - que afetam repetidamente as mesmas comunidades.A solidariedade internacional é urgente e essencial.