História
10 junho 2026
Levando a Saúde para Mais Perto das Comunidades
MAPUTO, Moçambique - Para Virgínia Jaime Costa Sivane, buscar atendimento médico não é tão simples quanto ir a uma clínica perto de casa. Morando sozinha e lidando com pressão alta e diabetes, caminhar longas distâncias é um desafio. O posto de saúde mais próximo fica a horas de distância e o transporte muitas vezes é inacessível.“Às vezes, não consigo chegar ao posto de saúde quando preciso”, diz Virgínia em voz baixa.Durante meses, isso significou consultas médicas perdidas, incerteza e riscos crescentes à saúde. Isso mudou com a chegada das brigadas móveis. Agora, em vez de viajar longas distâncias, o atendimento chega à sua comunidade.“Esses serviços são uma grande ajuda para nós”, Virgínia afirma. Na Província de Gaza, onde as enchentes e a distância muitas vezes limitam o acesso a serviços essenciais, as brigadas móveis estão levando atendimento médico diretamente para aqueles que mais precisam: idosos, pessoas com doenças crônicas e famílias afetadas pelos recentes impactos climáticos.A abordagem vai além de consultas básicas.“Quando chegamos a uma comunidade, primeiro apresentamos nossos serviços e orientamos as pessoas com base em suas necessidades”, explica Verônica Nhantumbo, psicóloga clínica que trabalha com as equipes móveis.Desde o tratamento de problemas físicos até o apoio psicossocial, as brigadas oferecem atendimento integrado, adaptado às necessidades em constante evolução da comunidade. Isso se tornou especialmente importante em áreas afetadas por inundações, onde o impacto vai muito além dos danos físicos.“As inundações causaram muito sofrimento”, diz Veronica. “Algumas famílias tiveram que deixar suas casas mais de uma vez e viver em condições de superlotação pode gerar tensão e ansiedade”. Tendo vivenciado inundações, Veronica entende o quanto isso afeta o bem-estar psicossocial.
“O atendimento psicológico é para todos”, acrescenta. “Mesmo aqueles que parecem bem podem precisar de apoio”.Em todo o distrito, os efeitos das recentes inundações ainda são sentidos. Muitos perderam plantações, renda e estabilidade.“As pessoas não têm condições de pagar o transporte até o hospital ou podem não ter ninguém para acompanhá-las”, explica Rosa Uamusse Cossa, agente de saúde pública que trabalha em nível distrital.“Essas brigadas móveis garantem que até os mais vulneráveis recebam atendimento”, continua Rosa. Trabalhando em estreita colaboração com líderes comunitários, as equipes também conscientizam e incentivam as pessoas a buscar atendimento médico.“Nós nos coordenamos com antecedência, para que as comunidades estejam informadas e preparadas”, explica Rosa.A resposta tem sido extremamente positiva.Membros da comunidade, incluindo idosos com mobilidade reduzida, receberam as brigadas com entusiasmo.“As pessoas se sentem amparadas”, diz Rosa. “Mesmo aqueles que perderam documentos ou registros de saúde durante as enchentes podem receber atendimento”.Para Virgínia, esse acesso fez toda a diferença. Poder consultar um profissional de saúde e receber uma receita é um passo essencial.Apesar dos desafios contínuos, desde doenças crônicas até a pobreza e os efeitos persistentes das enchentes, Virgínia permanece esperançosa.“Se esses serviços continuarem será muito bom para nossa comunidade”, comenta Virgínia.Ao fornecer serviços de saúde integrados diretamente às comunidades, as brigadas móveis na Província de Gaza não estão apenas atendendo às necessidades imediatas, mas também reformulando a maneira como o atendimento chega aos mais vulneráveis.Para pessoas como Virgínia, elas são mais do que um serviço, são serviços essenciais que levam cuidado, dignidade e esperança para mais perto de casa.Estas atividades são possíveis graças ao apoio do Fundo Humanitário de Moçambique (ESAHF), da Embaixada da Irlanda e da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (NORAD), cujas contribuições estão ajudando a promover o acesso a serviços integrados de saúde e psicossociais para as comunidades afetadas pelas inundações na província de Gaza.
“O atendimento psicológico é para todos”, acrescenta. “Mesmo aqueles que parecem bem podem precisar de apoio”.Em todo o distrito, os efeitos das recentes inundações ainda são sentidos. Muitos perderam plantações, renda e estabilidade.“As pessoas não têm condições de pagar o transporte até o hospital ou podem não ter ninguém para acompanhá-las”, explica Rosa Uamusse Cossa, agente de saúde pública que trabalha em nível distrital.“Essas brigadas móveis garantem que até os mais vulneráveis recebam atendimento”, continua Rosa. Trabalhando em estreita colaboração com líderes comunitários, as equipes também conscientizam e incentivam as pessoas a buscar atendimento médico.“Nós nos coordenamos com antecedência, para que as comunidades estejam informadas e preparadas”, explica Rosa.A resposta tem sido extremamente positiva.Membros da comunidade, incluindo idosos com mobilidade reduzida, receberam as brigadas com entusiasmo.“As pessoas se sentem amparadas”, diz Rosa. “Mesmo aqueles que perderam documentos ou registros de saúde durante as enchentes podem receber atendimento”.Para Virgínia, esse acesso fez toda a diferença. Poder consultar um profissional de saúde e receber uma receita é um passo essencial.Apesar dos desafios contínuos, desde doenças crônicas até a pobreza e os efeitos persistentes das enchentes, Virgínia permanece esperançosa.“Se esses serviços continuarem será muito bom para nossa comunidade”, comenta Virgínia.Ao fornecer serviços de saúde integrados diretamente às comunidades, as brigadas móveis na Província de Gaza não estão apenas atendendo às necessidades imediatas, mas também reformulando a maneira como o atendimento chega aos mais vulneráveis.Para pessoas como Virgínia, elas são mais do que um serviço, são serviços essenciais que levam cuidado, dignidade e esperança para mais perto de casa.Estas atividades são possíveis graças ao apoio do Fundo Humanitário de Moçambique (ESAHF), da Embaixada da Irlanda e da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (NORAD), cujas contribuições estão ajudando a promover o acesso a serviços integrados de saúde e psicossociais para as comunidades afetadas pelas inundações na província de Gaza.