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21 julho 2026
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21 julho 2026
Moçambique quer que ganhos com minerais críticos beneficiem toda sociedade
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18 julho 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Internacional do Nelson Mandela
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Moçambique
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão a contribuir a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 em Moçambique:
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09 julho 2026
"A ONU Está Comprometida com o Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique"
MAPUTO, Moçambique - Olhar para os avanços dos últimos 25 anos e definir prioridades para construir um Moçambique mais próspero, resiliente e inclusivo nas próximas décadas. Esses foram os objetivos da Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, “Do Balanço à Ação – Rumo ao Desenvolvimento Integrado do País”, realizada ontem, 8 de julho, em Maputo.Organizado pelo Governo de Moçambique, através do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, o evento reuniu mais de 500 representantes do Governo, das Nações Unidas, do setor privado, dos parceiros de desenvolvimento, da sociedade civil, da academia e da juventude entre outros.“O desenvolvimento sustentável é uma responsabilidade coletiva e partilhada; constrói-se quando uma nação decide colocar o seu futuro acima das circunstâncias do presente”, afirmou Sua Excelência o Presidente da República, Senhor Daniel Chapo, na abertura do evento.A conferência criou um fórum plural de diálogo nacional por meio de dois amplos painéis de discussão, nos quais foi avaliado o desenvolvimento de Moçambique entre 2000 e 2025 e debatidas medidas concretas sobre como o País pode continuar a sua trajetória de desenvolvimento de forma mais inclusiva e próspera até 2050. Ao longo do dia, a resiliência e a juventude foram destacadas como alguns dos principais ativos de Moçambique, tendo sido igualmente salientada a necessidade de promover as pequenas e médias empresas para dinamizar a economia, gerar emprego e alcançar uma maior independência econômica, acelerando assim o crescimento. “O Moçambique que nos comprometemos a construir é um País onde a riqueza do subsolo se transforma em escolas, hospitais e estradas”, afirmou Sua Excelência o Ministro Salim Valá. "A ONU está comprometida com o desenvolvimento inclusivo e sustentável de Moçambique", afirmou a Dra. Catherine Sozi, Chefe da ONU Moçambique, no discurso de encerramento da conferência. “As Nações Unidas estão prontas para continuar esta caminhada ao lado do Governo e do Povo de Moçambique”.“[Temos] confiança no potencial do País, respeito pela sua liderança e otimismo quanto ao que pode ser alcançado por meio de parcerias, diálogo e compromisso partilhado”, continuou a Dra. Sozi. Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável Sem Deixar Ninguém para TrásDurante o evento, o desenvolvimento inclusivo e sustentável foi caracterizado como aquele que conecta as pessoas às oportunidades, garantindo que estas sejam acessíveis a todos, de modo a criar possibilidades duradouras de crescimento de longo prazo.“O crescimento rápido, por si só, não será suficiente; o sucesso deverá ser medido pela capacidade de esse crescimento criar empregos dignos, reduzir desigualdades, reforçar a resiliência e alargar a dignidade e as oportunidades para todos, em todas as províncias e distritos, especialmente para mulheres, jovens, pessoas com deficiência e para as comunidades mais vulneráveis”, afirmou a Dra. Catherine Sozi, Chefe da ONU em Moçambique no seu discurso de encerramento da conferência. Durante a jornada, destacou-se a importância da educação e do fortalecimento das instituições, de forma estruturada, para assegurar uma boa gestão dos recursos e uma execução eficiente das políticas públicas.Da mesma forma, foi destacada a necessidade de atrair investimento estrangeiro e estabelecer alianças estratégicas para acelerar o crescimento, sem descurar a importância de construir uma classe empresarial forte. Salientou-se também que o desenvolvimento não está relacionado apenas com a economia, mas sobretudo com as pessoas e com o impacto que gera nas suas vidas. Por isso, “é fundamental promover uma cultura de diálogo permanente e inclusivo, valorizando as mulheres como atores fundamentais para a coesão social”, afirmou a Dra. Catherine Sozi, Coordenadora Residente das Nações Unidas.“Esta oportunidade deve ser um compromisso partilhado para a transformação estrutural, a paz duradoura e a promessa de que ninguém ficará para trás”, continuou a Chefe da ONU em Moçambique. No encerramento do evento, foi assinada a Declaração de Maputo, reunindo ideias e compromissos destinados a apoiar uma agenda estratégica de transformação do País nos próximos 25 anos. A declaração pretende materializar a passagem do diálogo à ação, inspirada na visão de um Moçambique mais inclusivo, sustentável e próspero para as próximas gerações.
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História
21 julho 2026
Moçambique quer que ganhos com minerais críticos beneficiem toda sociedade
NOVA IORQUE, EUA - A corrida por minerais críticos usados em tecnologias de ponta, como celulares, carros elétricos e painéis solares está se intensificando. Países que possuem esses recursos naturais ocupam uma posição estratégica, mas também lidam com riscos ambientais, econômicos e de segurança. O tema está sendo tratado esta semana pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque.Antes do evento, Sua Excelência a Ministra das Finanças de Moçambique, Sra. Carla Alexandra Louveira, o país africano que detém reservas expressivas de Grafite, Titanium, Terras Raras, entre outros, falou à ONU News sobre a exploração desses minerais e como a ação será um eixo importante da estratégia de desenvolvimento do país. Carla Alexandra Louveira esteve na sede da ONU para um encontro de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável. Hub de energia verde“Nós estamos a olhar para Moçambique como uma opção, um destino e uma oportunidade de uso de energias renováveis, uso dos minerais críticos para que Moçambique possa ser, no presente e futuro, portanto, um hub de utilização de alternativas verdes de energia. E Moçambique tem um potencial massivo significativo. Já é conhecido o potencial ao nível das energias fósseis e agora estamos cientes do elevado potencial que Moçambique tem nos minerais críticos. Esse é efetivamente, o trabalho que nós estamos a fazer”.Em conversa com a ONU News durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, a ministra destacou que os ganhos com esta exploração precisam chegar a todos os segmentos da sociedade e não apenas ao setor privado. Inclusão das comunidades locais“Através, portanto, de um processo inclusivo do processo de produção e de ganhos para a sociedade e assim fazendo com que os ganhos resultantes da exploração destes minerais críticos possam catapultar sobretudo as comunidades locais. Portanto, existe aqui um processo de criação de capacidade do conteúdo local, onde a sociedade, as empresas, micro, pequenas empresas a nível do país também possam ter acesso e participar no processo desta produção, dessa exploração massiva que está a acontecer no país”. Carla Alexandra Louveira explicou que esta abordagem já está sendo posta em prática em relação à exploração de gás natural, com a criação de um Fundo Soberano que destina recursos para financiar as necessidades de desenvolvimento do país ou para responder a crises. Recursos naturais colocados à serviço da sociedadeEla lembrou que o país foi atingido no início deste ano por fortes inundações, que causaram ampla destruição. Nesse contexto, o governo recorreu a recursos adicionais da exploração de gás natural para financiar o processo de reconstrução. A ministra afirmou que esta é a mesma visão que será adotada em relação aos minerais críticos: os ganhos dos recursos naturais colocados a serviço da sociedade moçambicana.Ela adicionou que o desafio agora é assegurar que haja estabilidade política, legal e segurança para que a exploração desses minerais ocorra de forma a beneficiar todas as camadas da população.
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História
13 julho 2026
Da Evidência à Ação: Transformando a Educação Técnica e Profissional em Moçambique
MAPUTO, Moçambique - Enquanto Moçambique continua a enfrentar o desafio de criar empregos de qualidade para uma força de trabalho em rápido crescimento, uma questão crucial permanece: como podem os sistemas de ensino melhor apoiar os jovens, não só no acesso à formação, mas também na procura de emprego relevante e sustentável?Dado o potencial da Educação e Formação Técnica e Profissional (EFTP) para dotar os jovens de competências práticas e relevantes para o mercado de trabalho, que são procuradas em setores-chave do desenvolvimento, este é amplamente considerado parte da solução. No entanto, evidências recentes mostram que a transição da educação para o trabalho continua lenta, incerta e frequentemente marcada pela informalidade e pela inadequação de competências – particularmente para as mulheres jovens.Estas questões estiveram no centro de um workshop de políticas realizado em Maputo, em junho, organizado em conjunto pela UNESCO e pelo Programa Crescimento Inclusivo em Moçambique (IGM em sua sigla inglesa), com contributos da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).O workshop reuniu representantes do governo, instituições de formação, setor privado, academia, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento para mapear as principais restrições que afetam a transição da escola para o trabalho e identificar respostas políticas concretas e baseadas em evidências, com foco em quatro temas inter-relacionados: transição da educação para o emprego e sistemas de dados; alinhamento entre formação e demanda do mercado de trabalho; gênero e inclusão; e qualidade dos resultados da formação e do emprego.Com base nas discussões realizadas durante o workshop, os participantes identificaram quatro prioridades recorrentes para o fortalecimento das políticas e práticas de EFTP (Educação e Formação Técnica e Profissional). A reforma da Educação e Formação Técnica e Profissional (EFTP) exige uma abordagem governamental abrangenteA melhoria da EFTP não se resume à atualização de currículos ou à ampliação do acesso. Requer uma análise do funcionamento de todo o sistema — abrangendo instituições, sistemas de dados, mecanismos de governança e atores do mercado de trabalho — bem como uma avaliação tanto da oferta quanto da demanda.Atualmente, as responsabilidades pela EFTP estão distribuídas entre diversos ministérios e órgãos públicos, incluindo os responsáveis pela educação, trabalho, juventude, política econômica e setores produtivos-chave. A coordenação entre esses atores ainda é limitada.Os dados sobre educação e mercado de trabalho também permanecem fragmentados e subutilizados. Isso dificulta o acompanhamento do que acontece após a formação: se os graduados encontram trabalho relevante, quais habilidades os empregadores precisam e onde o sistema está apresentando deficiências. Uma maior integração entre as instituições relevantes, os sistemas de dados, os provedores de formação e os empregadores ajudaria a transformar essas informações em melhores decisões e a impulsionar a reforma da EFTP, transformando iniciativas isoladas em trajetórias coerentes.É também nesse ponto que as parcerias podem agregar valor. A colaboração entre a UNESCO, a UNIDO, a OIT e a UNU-WIDER ilustra como diferentes pontos fortes podem ser mobilizados em apoio à reforma liderada pelo governo: conectando a geração de evidências, os marcos políticos, a experiência no setor produtivo e o conhecimento do mercado de trabalho. O setor privado precisa de um papel formalCom mais de quatro em cada dez graduados em EFPT (Educação e Formação Técnica e Profissional) trabalhando fora de sua área de formação, e um terço afirmando que seu trabalho não exige as habilidades adquiridas durante a formação, um maior engajamento com o setor privado é essencial para garantir que a formação reflita a demanda real do mercado de trabalho.Ao mesmo tempo, o setor privado permanece insuficientemente engajado. O engajamento fraco e em grande parte pontual com os empregadores — particularmente as pequenas e médias empresas (PMEs) — continua a gerar desajustes de competências. Embora atores como a CTA (Confederação das Associações Econômicas de Moçamibque) e empresas individuais estejam envolvidos em algumas iniciativas, seu papel não está institucionalizado dentro do sistema de EFPT.Os participantes enfatizaram a necessidade de passar de uma colaboração pontual para um envolvimento mais estruturado, com funções claras — incluindo para a ANEP (Autoridade Nacional para a Educação Profissional) e o INEP (Instituto Nacional de Emprego) — tanto a nível nacional como subnacional. Isto inclui envolver os empregadores de forma mais sistemática na cocriação curricular, expandir as oportunidades de estágio e formação profissional e fortalecer as ligações entre as instituições de formação e os empregadores. Incentivos — como subsídios ou créditos fiscais específicos — também podem ser necessários para encorajar a participação das empresas. É necessária uma mudança de foco, passando do acesso para os resultadosApesar do progresso na expansão do acesso ao ensino técnico e profissional, as evidências mostram que muitos graduados ainda ingressam em empregos informais, instáveis ou inadequados às suas qualificações. Estes desafios são particularmente acentuados para as mulheres, que continuam a enfrentar barreiras no acesso às áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e a empregos de qualidade após a formação.Os participantes enfatizaram a necessidade de focar nos resultados em vez do acesso — como a qualidade do emprego, a adequação ao emprego e as disparidades de género. Isso exige uma coordenação mais estreita entre instituições como o Ministério da Educação e Cultura (MEC), o Ministério do Trabalho, Gênero e Ação Social (MTGAS) e o Instituto Nacional de Estatística (INE), juntamente com intervenções direcionadas para combater as desigualdades estruturais. A qualidade do emprego deve ser uma medida central de sucessoA oficina destacou as limitações de se basear exclusivamente nas taxas de emprego como medida de sucesso. Uma abordagem mais abrangente deve considerar se os empregos são formais, estáveis e alinhados com as qualificações dos graduados, bem como se apoiam o desenvolvimento de carreira a longo prazo.Para abordar essa questão, é necessário aprimorar a mensuração dos resultados de emprego — incluindo indicadores sobre adequação entre o candidato e o emprego, subemprego, satisfação do empregador e melhorias na qualidade da formação. O fortalecimento dos componentes práticos, a melhoria dos ambientes de aprendizagem e a garantia do desenvolvimento contínuo de professores e formadores são fundamentais. Vincular a qualidade da formação a um monitoramento robusto dos resultados de emprego será essencial para garantir que o ensino técnico e profissional leve a empregos significativos e sustentáveis. Das ideias à açãoAs evidências recentes sobre a transição da escola para o trabalho, combinadas com as ideias obtidas nas discussões do workshop, apontam para uma direção clara para a reforma: sistemas mais robustos, melhores dados, maior envolvimento com o setor privado e um foco constante nos resultados — particularmente na qualidade e inclusão do emprego. Traduzir essas ideias em ação exigirá colaboração contínua, investimento em dados e capacidade institucional, e um compromisso com a formulação de políticas baseadas em evidências. Trabalhando juntos, temos a oportunidade de fortalecer a Educação e Formação Técnica e Profissional (EFTP) como um motor de crescimento inclusivo — apoiando os jovens não apenas no acesso à formação, mas também na transformação de suas habilidades em empregos produtivos e dignos — incluindo o trabalho autônomo — que sustentam uma economia mais inclusiva e dinâmica.
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História
08 julho 2026
Duas Gotas de Confiança: Comunidades e Profissionais Unidos para Proteger as Crianças da Pólio
MAPUTO, Moçambique - Entre 17 e 20 de junho, Moçambique realizou a segunda ronda da campanha de vacinação contra a poliomielite em 64 distritos de sete províncias, nomeadamente Gaza, Manica, Tete, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado. A campanha teve como objectivo de vacinar para imunizar mais de 6 milhões de crianças menores de cinco anos e reforçar a qualidade da vacinação após a ronda anterior, em que apenas 57,1% dos distritos atingiram os padrões de desempenho esperados.Na Província de Tete, profissionais de saúde, voluntários e líderes comunitários uniram esforços para levar a vacina a todas as crianças elegíveis, incluindo nas comunidades mais remotas disponibilizando para toda província 1.390.394 doses de vacinas.Para isso, todos os distritos da província mobilizaram cerca de 1.597 equipas fixas e equipas casa a casa, garantindo que nenhuma criança ficasse por vacinar.Argélia Cardoso Sainete, vacinadora fez parte desse esforço. Aos 36 anos, participa nas campanhas de vacinação contra a pólio desde 2024 e, nesta ronda, integrou uma equipa fixa no Centro de Saúde de Cateme, no distrito de Moatize, onde recebeu diariamente dezenas de crianças acompanhadas pelos seus cuidadores. “Como vacinadora, converso com cada mãe e cada pai para explicar que esta vacina protege as crianças contra a poliomielite e evita que cresçam com as consequências da doença", conta Argélia Sainete.Para alcançar as crianças que vivem longe das unidades sanitárias ou que ainda não tinham sido vacinadas, entraram em acção as equipas casa a casa, compostas por vacinadores, registadores, mobilizadores, coordenadores e líderes comunitários, que percorreram as comunidades até ao último dia da campanha.Foi assim que a filha de Suzene Tony, residente na comunidade de Kanhungwe, distrito de Moatize, recebeu a vacina em casa. Cenários como este repetiram-se em diferentes pontos da província, assegurando que mesmo as crianças ausentes nos primeiros dias fossem protegidas antes do encerramento da campanha. Simultaneamente, oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanharam as actividades de supervisão em diferentes distritos, verificando a conservação das vacinas, a disponibilidade de insumos, o cumprimento das normas de vacinação e a marcação dos dedos das crianças vacinadas.Este acompanhamento permitiu assegurar não apenas que mais crianças fossem alcançadas, mas também que a vacinação decorresse com qualidade e segurança.
“Esta segunda ronda permitiu reforçar os resultados alcançados anteriormente”, assegurou o Dr. Lelo Zola, Oficial Técnico da OMS e Coordenador Nacional da Iniciativa Global para a Erradicação da Poliomielite. “Estar no terreno garante que acompanhemos a campanha em tempo real para identificar desafios e apoiar as equipas para responder em tempo útil”, continuou o Dr. Lelo Zola. O trabalho conjunto das equipas fixas, equipas casa a casa e das actividades de supervisão permitiu reforçar o alcance da campanha nesta segunda ronda.Em todo o país, mais de 6.128.800 crianças foram vacinadas, superando a cobertura estimada.
Em Tete, 1.178.300 criancas constituem o grupo alvo e cada criança vacinada representa muito mais do que duas gotas administradas, representa a confiança necessária para proteger as próximas gerações e construir um Moçambique livre da poliomielite.
A campanha integra os esforços do Ministério da Saúde, com apoio técnico e logístico da Organização Mundial da Saúde e do UNICEF e financiamento de parceiros como o Governo do Reino Unido através do Foreign, Commonwealth & Development Office, do Banco de Investimento Europeu e da Fundação Gates, para reforçar a imunização e proteger todas as crianças elegíveis.
“Esta segunda ronda permitiu reforçar os resultados alcançados anteriormente”, assegurou o Dr. Lelo Zola, Oficial Técnico da OMS e Coordenador Nacional da Iniciativa Global para a Erradicação da Poliomielite. “Estar no terreno garante que acompanhemos a campanha em tempo real para identificar desafios e apoiar as equipas para responder em tempo útil”, continuou o Dr. Lelo Zola. O trabalho conjunto das equipas fixas, equipas casa a casa e das actividades de supervisão permitiu reforçar o alcance da campanha nesta segunda ronda.Em todo o país, mais de 6.128.800 crianças foram vacinadas, superando a cobertura estimada.
Em Tete, 1.178.300 criancas constituem o grupo alvo e cada criança vacinada representa muito mais do que duas gotas administradas, representa a confiança necessária para proteger as próximas gerações e construir um Moçambique livre da poliomielite.
A campanha integra os esforços do Ministério da Saúde, com apoio técnico e logístico da Organização Mundial da Saúde e do UNICEF e financiamento de parceiros como o Governo do Reino Unido através do Foreign, Commonwealth & Development Office, do Banco de Investimento Europeu e da Fundação Gates, para reforçar a imunização e proteger todas as crianças elegíveis.
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História
22 junho 2026
A Aposta de uma Mãe em Manica Está a Reestruturar a Rede Agroalimentar de Moçambique
CHIMOIO, Moçambique - Em toda a África Subsaariana, as mulheres são a espinha dorsal indiscutível da agricultura, constituindo a vasta maioria da força de trabalho dos pequenos agricultores. No entanto, quando se observa o setor do agronegócio comercial — o espaço crucial onde circulam sementes, capital e tecnologia — a representação feminina cai drasticamente.Sara Susana Vila Penicela está reescrevendo essa narrativa. Como fundadora e força motriz por trás da IAV (Insumos Agrícolas e Veterinários) — uma empresa agroindustrial com sede no centro de Moçambique — ela está demonstrando como a integração das mulheres nos níveis mais altos da cadeia de suprimentos agrícolas pode construir resiliência rural e impulsionar mudanças sistêmicas. Quebrando barreiras em um setor dominado por homensA ligação de Sara com a terra começou muito antes de ela se tornar uma empreendedora de destaque. Nascida em 1968 na aldeia rural de Chicumbane, Província de Gaza, ela cresceu em um ambiente onde a agricultura era um modo de vida. Sua mãe era agricultora local e seu pai, técnico agrícola. Ambos garantiram que seus filhos aprendessem desde cedo a ciência precisa da enxertia de árvores frutíferas.No entanto, a transição do conhecimento técnico transmitido por seu pai para a liderança de uma empresa privada em um setor dominado por homens foi repleta de obstáculos. Quando fundou a IAV em 2005 com seu marido, um agrônomo, eles começaram vendendo produtos fitossanitários, expandindo posteriormente para sementes e suprimentos veterinários.“O que faltou quando abrimos a IAV foi o dinheiro. Começamos com um capital muito, muito escasso”, lembra Sara. Operando em um ambiente burocrático altamente centralizado, ela também enfrentou uma grande falta de acesso a redes de negócios formais.Reconhecendo a necessidade de unir seu conhecimento técnico à estratégia comercial, Sara voltou para a universidade enquanto criava seus filhos e administrava sua empresa nascente, eventualmente obtendo um mestrado em administração de empresas. O papel crucial dos revendedores de insumos agrícolas no desenvolvimento ruralPara entender o impacto de Sara, é preciso compreender o papel único e vital de um "revendedor de insumos agrícolas". Eles são muito mais do que meros comerciantes; são as artérias da economia rural.Em distritos remotos, onde os serviços formais de extensão rural podem ser escassos, os revendedores de insumos agrícolas atuam como consultores técnicos de "última milha".Quando os agricultores compram sementes certificadas ou produtos fitossanitários, é o revendedor quem explica a profundidade de plantio adequada, a dosagem exata e os protocolos de segurança necessários, além da variedade mais apropriada para condições agroecológicas específicas. Eles servem como fornecedores, reservas financeiras e o principal ponto de contato para milhares de famílias rurais que buscam aumentar sua produtividade.Fundamentalmente, a presença física dos revendedores de insumos agrícolas em nível distrital — próximos aos produtores — é essencial para garantir o acesso oportuno e acessível a insumos agrícolas de qualidade. Sem essa confiança e proximidade, a adoção de tecnologias aprimoradas permanece limitada. Construindo resiliência por meio de projetos estratégicosPor volta de 2010, a IAV foi selecionada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para participar de um programa de apoio a insumos agrícolas na província de Manica, implementado por meio de um sistema de vouchers em papel. Essa foi a primeira iniciativa que envolveu agrorevendedores locais como atores-chave da cadeia de valor dos insumos agrícolas.Agrorevendedores como a IAV foram contratados para participar de feiras de insumos agrícolas em distritos remotos como Báruè, Macossa, Guro e Tambara. Os agricultores, que recebem subsídios inteligentes, trocam seus vouchers diretamente com a IAV por sementes certificadas e ferramentas agrícolas.Esse sistema evoluiu ao longo dos anos para uma sofisticada ferramenta digital utilizada por diversos projetos da FAO em Moçambique nas áreas de desenvolvimento agrícola, resposta a emergências e proteção social.“Foi uma experiência muito boa”, observa Sara. “Crescemos muito com a FAO e aprendemos a lidar com os produtores rurais”.É importante ressaltar que essas intervenções não apoiam apenas as famílias-alvo. Ao reforçar as cadeias de abastecimento locais, garantem que os melhores insumos e serviços de consultoria permaneçam disponíveis para a comunidade em geral, incluindo aqueles que não são beneficiários, a preços justos e competitivos.Esta abordagem tem um duplo propósito: dá aos agricultores a dignidade da escolha e o acesso oportuno aos insumos, ao mesmo tempo que injeta capital na economia local. Ao participarem destes projetos, os revendedores agrícolas desenvolvem a sua capacidade empresarial, melhoram a gestão dos seus armazéns e garantem que os suprimentos agrícolas permaneçam disponíveis na região, muito depois do término do projeto. Expandindo a fronteira e assegurando um legadoEmpoderada pela estabilidade e experiência adquiridas por meio dessas parcerias, a IAV já não é apenas uma empresa local. Sara expandiu com sucesso as suas operações para norte, na Província de Nampula, estabelecendo presença nos distritos de Meconta e Ribáuè, onde continua a colaborar com a FAO.Os seus olhos estão agora voltados ainda mais para norte, enquanto procura locais para levar os seus serviços ao território complexo e desafiante de Cabo Delgado."Enfrentando novos desafios por causa do conflito em Cabo Delgado, até mesmo nos tornarmos conhecidos é um desafio, mas estamos aqui", diz ela sobre essa expansão ousada, "que reforça ainda mais a disponibilidade de insumos em áreas carentes, contribuindo para sistemas locais mais resilientes e inclusivos".À medida que a IAV se aproxima do seu 21º aniversário, ela se destaca como um testemunho de desenvolvimento sustentável. Em um país que luta contra o desemprego juvenil, Sara integrou seus filhos, altamente instruídos, aos negócios. Aniceto, engenheiro civil, e Fagildo, economista, ajudam a impulsionar as operações e a inovação estratégica da empresa.Enquanto isso, seu filho de 17 anos está se preparando para a universidade com um objetivo claro: tornar-se o agrônomo que a IAV precisa para sua próxima geração de crescimento.A trajetória de Sara Penicela prova que, quando as mulheres são empoderadas não apenas como agricultoras, mas como figuras-chave no setor do agronegócio, o impacto se repercute em todo o país. Por meio de seu trabalho, ela não está apenas fornecendo insumos — ela está cultivando a infraestrutura comercial necessária para um Moçambique com segurança alimentar.
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21 julho 2026
Para além da resposta de emergência
MAPUTO, Moçambique - Moçambique continua altamente vulnerável aos crescentes impactos dos choques relacionados com o clima. Nos últimos anos, as comunidades agrícolas em todo o país enfrentaram repetidos eventos meteorológicos extremos, incluindo ciclones como Chido e Jude, cheias generalizadas nas regiões sul e centro, e uma seca severa induzida pelo fenómeno El Niño que afectou importantes zonas de produção. Com as previsões a indicarem o potencial surgimento de um novo episódio de El Niño nas próximas campanhas, mantêm-se elevadas as preocupações quanto à probabilidade de futuras perturbações relacionadas com o clima afectarem a produção agrícola e os meios de subsistência rurais. Estes choques recorrentes continuam a comprometer os meios de subsistência, danificar os sistemas de produção agrícola e agravar a insegurança alimentar de milhões de agregados familiares rurais.Em situações de emergência humanitária, a assistência atempada é essencial para ajudar as famílias afectadas a satisfazer as necessidades imediatas e restaurar a produção agrícola. No entanto, à medida que os choques climáticos se tornam mais frequentes e intensos, cada resposta de emergência deve também contribuir para a recuperação e resiliência a longo prazo.Na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as intervenções agrícolas de emergência são concebidas não apenas para apoiar a recuperação imediata, mas também para reforçar a capacidade das comunidades para enfrentar melhor futuros choques. Ao promover práticas agrícolas sustentáveis e inteligentes face ao clima, apoiar o acesso a insumos adaptados às condições locais e reforçar os conhecimentos técnicos dos agricultores, a FAO está a ajudar comunidades vulneráveis a recuperar enquanto constrói meios de subsistência mais resilientes. Responder às cheias enquanto se reforça a preparação para a seca através da acção antecipatóriaA FAO reconhece que uma acção atempada antes de uma crise atingir o seu pico pode reduzir significativamente o impacto dos choques climáticos nos meios de subsistência agrícolas. Através de abordagens de acção antecipatória baseadas em evidências, a FAO apoia o Governo de Moçambique no reforço dos mecanismos de preparação e resposta precoce.Utilizando dados e análises do Sistema Global de Informação e Alerta Precoce (GIEWS) da FAO, a Organização trabalha com autoridades nacionais e locais para melhorar os sistemas de alerta precoce, a planificação da preparação e as acções antecipatórias previamente acordadas. Ao agir com base em previsões credíveis, incluindo os potenciais impactos de secas induzidas pelo fenómeno El Niño, as comunidades podem adoptar medidas preventivas antes da ocorrência dos choques previstos.Em Moçambique, as acções antecipatórias da FAO incluíram a distribuição de sementes tolerantes à seca e de ciclo curto, apoio a sistemas de captação de água e irrigação de pequena escala, promoção da agricultura de conservação e de práticas de agricultura inteligente face ao clima, bem como formação sobre gestão sustentável da água, produção de composto orgânico e biopesticidas. Estas medidas ajudam os agregados familiares vulneráveis a proteger os seus activos produtivos, reduzir perdas e reforçar a resiliência antes da ocorrência de desastres. Dignidade e escolha através da assistência baseada nos mercadosQuando ocorrem desastres, o apoio agrícola rápido é fundamental para garantir que os agricultores possam aceder aos insumos a tempo da campanha agrícola. Igualmente importante é assegurar que a assistência seja prestada de forma a reforçar os sistemas locais e apoiar a autonomia e a capacidade de decisão dos agricultores.Durante a resposta à campanha agrícola 2026, a FAO apoiou agregados familiares vulneráveis nas províncias de Gaza e Sofala através de uma campanha de distribuição de e-vouchers destinada a restaurar a produção agrícola após as cheias e outros choques relacionados com o clima. A intervenção abrangeu os distritos de Chibuto, Guijá, Mabalane, Mapai e Massangena, na província de Gaza, e Buzi, Chibabava, Machanga e Nhamatanda, na província de Sofala.Foi registado um total de 17 365 agregados familiares, face a uma meta prevista de 17 118 agregados familiares. No final do processo de distribuição, 15 599 agregados familiares tinham resgatado os seus e-vouchers, representando 89,8 por cento dos agregados registados e 91,1 por cento da meta planeada. Em Gaza, 9 032 agregados familiares utilizaram os vouchers, alcançando 99,1 por cento da meta provincial. Em Sofala, 6 567 agregados familiares utilizaram os vouchers, atingindo 82,1 por cento da meta provincial.Através do sistema de e-voucher, os agricultores receberam um voucher intransmissível no valor de 3 200 meticais, validado através de um sistema de verificação biométrica. Esta abordagem permitiu aos agricultores seleccionar os insumos agrícolas mais adequados às suas necessidades de produção, ao mesmo tempo que reforçou os mercados locais. Agrodealers locais forneceram sementes certificadas, enxadas, regadores e outros materiais essenciais através de feiras locais de insumos agrícolas organizadas próximo das comunidades afectadas.Os dados da distribuição destacam igualmente o papel central das mulheres na produção agrícola e na recuperação dos agregados familiares. As mulheres representaram 11 348 dos 15 599 agregados familiares que utilizaram os vouchers, ou seja, quase 73 por cento de todos os resgates. O registo através do sistema biométrico de e-voucher reforçou a participação das mulheres ao permitir-lhes aceder à assistência de forma directa, segura e independente, aumentando o seu controlo sobre os recursos e o seu papel na tomada de decisões no agregado familiar e no âmbito do programa. Ao colocar as decisões de compra directamente nas mãos dos beneficiários, o sistema reforçou igualmente a autonomia das mulheres ao longo de todo o processo de assistência. Semear resiliência através da agricultura inteligente face ao climaPara além da assistência imediata, a FAO continua a trabalhar lado a lado com as comunidades para reforçar práticas agrícolas sustentáveis e reduzir a dependência de apoios externos recorrentes. Através de abordagens participativas de formação em grupo, bem como de actividades individuais de acompanhamento e reforço de capacidades, os agricultores testam e adoptam técnicas de agricultura inteligente face ao clima adaptadas às condições locais e aos padrões meteorológicos cada vez mais imprevisíveis.A FAO trabalha também em estreita colaboração com os Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE), reforçando as capacidades locais de extensão rural através de abordagens de Formação de Formadores que permitem aos extensionistas continuar a apoiar as comunidades para além da duração dos projectos. Paralelamente, técnicos de campo da FAO e extensionistas dos SDAE prestam formação técnica directa aos agricultores ao nível comunitário, promovendo a adopção de práticas agrícolas resilientes e sustentáveis.Estas práticas incluem métodos melhorados de plantio, rotação de culturas, conservação do solo e da água e abordagens de gestão integrada de pragas. A formação incide também na auto-suficiência a longo prazo através do desenvolvimento de competências práticas em multiplicação de sementes e armazenamento pós-colheita, ajudando os agregados familiares a preservar insumos e a preparar futuras campanhas agrícolas.As comunidades aprendem igualmente a produzir biopesticidas naturais e biol, um fertilizante líquido orgânico, utilizando materiais disponíveis localmente para melhorar a saúde do solo, reduzir os custos de produção e promover práticas agrícolas ambientalmente sustentáveis. Muitas destas abordagens baseiam-se em conhecimentos locais existentes e em boas práticas tradicionais, ao mesmo tempo que promovem o uso sustentável dos recursos disponíveis localmente. Como resultado, as comunidades conseguem continuar a aplicar e adaptar estas técnicas muito para além da duração das intervenções dos projectos. Um apelo à parceria e ao investimento sustentadoCom milhões de pessoas em Moçambique a continuarem a enfrentar insegurança alimentar aguda, o investimento sustentado em meios de subsistência agrícolas resilientes continua a ser essencial. As comunidades agrícolas moçambicanas continuam a demonstrar uma forte capacidade de recuperação e adaptação quando apoiadas com ferramentas, conhecimentos e recursos adequados.A agricultura oferece um dos maiores retornos sobre os investimentos humanitários e de resiliência: a FAO estima que cada dólar investido no apoio agrícola pode gerar até três dólares em valor alimentar local, ao mesmo tempo que ajuda os agregados familiares a proteger os seus meios de subsistência e a reduzir futuras necessidades de assistência.No entanto, apesar de até 80 por cento das pessoas em situação de insegurança alimentar aguda viverem em zonas rurais, apenas uma pequena parcela do financiamento humanitário é dirigida à produção alimentar e à recuperação agrícola. Reforçar o investimento em sistemas agroalimentares resilientes continua, por isso, a ser fundamental não apenas para a recuperação imediata, mas também para reduzir a vulnerabilidade futura aos choques relacionados com o clima.A intervenção de e-voucher de 2026 ilustra como a assistência agrícola atempada pode apoiar simultaneamente a resposta de emergência e a recuperação a longo prazo. Com base nestes esforços, a FAO, em apoio ao Governo de Moçambique, está a implementar o Plano de Recuperação das Cheias em Moçambique 2026–2031, que visa restaurar a produção agrícola, reconstruir meios de subsistência e reforçar a resiliência das comunidades afectadas pelas cheias.O plano procura mobilizar US$ 107,66 milhões para apoiar 1,8 milhões de pessoas entre 2026 e 2031 através de intervenções integradas de recuperação e reforço da resiliência. No âmbito mais amplo do Plano de Emergência e Resiliência da FAO para Moçambique, estes esforços visam expandir o apoio aos agregados familiares agrícolas vulneráveis em todo o país, ao mesmo tempo que reforçam a capacidade das comunidades para enfrentar melhor futuros choques relacionados com o clima.A concretização destes objectivos exige uma colaboração contínua entre instituições governamentais, doadores, parceiros técnicos e comunidades locais. A intervenção de e-voucher de 2026 foi implementada através dos esforços conjuntos do Governo de Moçambique e da FAO, com apoio financeiro da Áustria, Bélgica, Noruega e União Europeia.O investimento em intervenções agrícolas atempadas, de elevada qualidade e ambientalmente sustentáveis continua a ser fundamental não apenas para a recuperação imediata, mas também para reforçar a segurança alimentar, a resiliência e os meios de subsistência rurais a longo prazo em Moçambique.
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História
18 julho 2026
Músicos celebram Mandela com novas composições
MAPUTO, Moçambique - Neste 18 de julho, o mundo une-se para celebrar o Dia Internacional de Nelson Mandela, um dos maiores líderes da história contemporânea. A data é um convite para reflexão global sobre os feitos do ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz no mundo. A ONU News conversou com dois músicos moçambicanos, que viveram na África do Sul, e hoje moram em Maputo. O baterista Frank Paco e saxofonista Orlando Venhereque. Frank Paco afirma que a figura de Nelson Mandela evoca uma profunda ligação emocional e espiritual e destacou sua memória mais vida de Madiba. O Eco do Ubuntu na Humanidade“Nelson Mandela, Madiba foi emocionante...emocionante pelo discurso que ele fez e que continua a dar um eco nas nossas vidas, que é o Ubuntu, que significa fraternidade africana. Entre nós, africanos, sempre tivemos esse modo de vida, ajudar-nos um ao outro, no entanto, é um legado que tem muito significado para a nossa humanidade, para a África e para todo o mundo”.Paco participou nos concertos beneficentes “46664”, uma iniciativa global liderada por Nelson Mandela para conscientizar a população e arrecadar fundos para o combate ao HIV/Sida.De acordo com o baterista, a mensagem de Mandela não se perdeu no tempo, pelo contrário, ganhou uma urgência ainda maior no mundo atual. Arte de incluir e curar “Temos que respeitar um e o outro e guardarmos esse espírito do Ubuntu tenho formado jovens gratuitamente, que hoje em dia são grandes bateristas, uns estão a fazer mestrados e, para mim, é dar de volta o que eu recebi sem nenhum custo. No entanto, essa é a filosofia do Mandela, poder ajudar um ao outro. E, por isso, uma das minhas experiências foi poder criar algo que pudesse descrever isso, que é uma das músicas que dediquei ao Nelson Mandela, que é “Remembering Madiba”. Construir pontes sem preconceitoJá o saxofonista e compositor Orlando Venhereque vê a herança de Madiba no papel ativo do artista em construir pontes e celebrar as conquistas sociais.Venhereque destaca o papel crucial de Mandela na criação de uma sociedade verdadeiramente inclusiva, unindo um país profundamente retalhado pela segregação e pelo preconceito.“Na minha área, como músico, compondo, escrevendo, celebrando bons atos, como a criação de uma sociedade inclusiva para todas aquelas que eram as tribos, falo concretamente da Africa do Sul. A criação do Nelson Mandela, o hospital das crianças na África do Sul, um hospital especializado, foi uma maneira marcante e imortal”. Mandela contra xenofobiaO saxofonista afirma que os acontecimento atual sobre a xenofobia na África do Sul, não dignificam a filosofia de Nelson Mandela.“Eu não acredito que o Tata Madiba estaria feliz com o que acontece hoje na África do Sul, nosso país irmão. Isso me recorda um dos discursos que o Tata Madiba dizia a educação é um dos melhores mecanismos para erguer o homem. O que mais me tocava era aquele discurso que ele dizia que o desporto era representação cultural, que servia para unir os povos, especialmente neste momento que estamos a viver o mundial, devíamos ter usado esta ferramenta de coabitarmos”. As palavras de Frank Paco e Orlando Venhereque revelam que o espírito de Nelson Mandela continua a soprar através da música moçambicana. Seja através da filosofia do Ubuntu ou de ações concretas de inclusão e cuidado pelos mais vulneráveis. Igualdade e da erradicação da pobrezaEm Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou uma mensagem para honrar a vida e o legado de Nelson Mandela, que segundo ele, é uma figura fundamental da paz, da reconciliação, da justiça e dos direitos humanos. Guterres destaca o tema deste retratando Nelson Mandela como um empenhado defensor da igualdade e da erradicação da pobreza. O líder da ONU lembra que Mandela não via a erradicação da pobreza como caridade, mas sim como um ato de justiça. E um dever que pertence a todos. Para Nelson Mandela, todos podem contribuir na construção de economias justas e de sociedades inclusivas.O Dia Internacional de Nelson Mandela conhecido como Mandela Day foi criado em 2009 pela Assembleia Geral da ONU. A data, celebrada a 18 de julho, marca nascimento de Mandela, em 1918, e é um reconhecimento à contribuição do ex-presidente sul-africano para a cultura da paz, liberdade e reconciliação.
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História
17 julho 2026
Na Sede da ONU, Moçambique fala de impactos da crise no Oriente Médio na Agenda 2030
NOVA IORQUE, EUA - Moçambique está avançando na realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, mas sinalizou que choques externos, eventos climáticos e conflitos prejudicam a execução das metas internacionais. Durante a participação no Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU em Nova Iorque, a delegação do país, liderada por Sua Excelência a Ministra das Finanças, Sra. Carla Alexandra Louveira, apresentou sua Revisão Nacional Voluntária dos ODS. Panorama da situação no paísCarla Alexandra Louveira declarou à ONU News que a avaliação é “bastante realista”, pois incorpora a perspectiva de distritos e municípios de seis províncias do país, para além da análise do governo central. Ela destacou os avanços observados e alguns dos desafios que ainda precisam ser superados. “São os ganhos, portanto, da massificação da cobertura da telefonia móvel, os ganhos da incorporação da energia renovável e a sua utilização a nível do país. Os ganhos com a cobertura dos níveis de acesso à água e ao saneamento também são ganhos significativos nesta perspetiva. Existem outros indicadores que ainda estão, portanto, em processos medianos em termos de níveis de execução pelo país. Portanto, são na perspetiva do acesso à saúde, à educação, entre outros indicadores, portanto, associados à proteção social. E depois temos também aqueles que carecem de um olhar mais atento por parte do Governo. Estão associados à inclusão, sobretudo na inclusão de gênero e a voz feminina no âmbito do processo de decisão”.Os ODS são um conjunto de 17 metas internacionais, aprovadas por todos os 193 Estados-membros da ONU em 2015, que visam o bem-estar das pessoas e das sociedades e devem ser cumpridas até 2030. Para a ministra, Moçambique enfrenta um desafio associado ao crescimento populacional e à movimentação das zonas rurais para as cidades, principalmente de jovens, causando pressão nos orçamentos de educação e saúde. Ela também mencionou disparidades entre províncias, afirmando que em alguns distritos a implementação dos ODS já está em 80% a 90%, enquanto em outros está abaixo dos 50%. Clima, conflitos e choques A representante de Moçambique enfatizou que a análise da execução da agenda 2030 não pode ser realizada de forma isolada e deve considerar todos os fatores que impactam a atuação do governo. “Temos efetivamente que referir que o impacto das mudanças climáticas, mas também a questão do conflito no norte de Cabo Delgado e ainda, portanto, o choque do conflito no Médio Oriente, são os choques que têm estado a afetar o nível ou a capacidade do grau de execução do desempenho que o Governo poderá ter ou tem na execução ou no alcance das metas, dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.Carla Alexandra Louveira explicou que no caso do conflito do Oriente Médio, o governo criou uma Força Tarefa Multisetorial para analisar os impactos econômicos de curto, médio e longo prazo associados à crise. As análises permanentes também abordam indicadores macroeconómicos, com destaque para inflação, taxa de câmbio e disponibilidade de combustível.Nesse sentido, o governo busca se antecipar e se contrapor a riscos futuros para prevenir impactos no custo de vida da população moçambicana.
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História
15 julho 2026
UNV: “Aprendi a verificar antes de partilhar”
MAPUTO, Moçambique – Para Leonor Ruazire, o voluntariado é uma oportunidade de colocar os seus conhecimentos ao serviço das comunidades e contribuir para mudanças positivas. No âmbito do Projeto Democracia e Eleições do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Moçambique, Leonor trabalha como voluntária das Nações Unidas e monitora de mídia digital, analisando conteúdos que podem afetar a confiança pública, a participação cívica e a coesão social.“Sempre gostei de servir as comunidades. No voluntariado, encontrei uma oportunidade de fazer a diferença e aplicar os meus conhecimentos para gerar mudanças positivas”, afirma Leonor. Monitorar para proteger a integridade da informaçãoLeonor monitora conteúdos nas redes sociais, com particular atenção à desinformação, discurso de ódio e outros conteúdos nocivos.Seu trabalho foi especialmente relevante durante os processos eleitorais e o continua sendo no contexto do Diálogo Nacional Inclusivo - iniciativa promovida pelo Governo de Moçambique, cujo objetivo é debater consensos sobre o sistema de governação do País.Por meio da plataforma eMonitor+, ela analisa conteúdos nas redes sociais, identifica possíveis casos de desinformação ou de discurso de ódio e apoia a elaboração de relatórios que fortalecem a transparência, a integridade da informação e a confiança pública nela.Para além de reforçar as suas competências profissionais, essa experiência mudou a forma como Leonor recebe, interpreta e partilha informação no dia a dia.“Hoje sou mais crítica em relação à informação que recebo. Aprendi a verificar os fatos antes de partilhar qualquer conteúdo. Isso impactou a minha vida, a minha família e os meus amigos. Num tempo em que informações falsas circulam rapidamente, verificar tornou-se um hábito”, comenta. Agente de mudança em qualquer lugarUm dos momentos mais marcantes da missão de Leonor aconteceu fora do escritório, durante uma viagem num transporte público.Um jovem ao seu lado se preparava para partilhar um vídeo de conteúdo político num grupo de um aplicativo de mensagens instantâneas. Leonor perguntou se ele havia confirmado a veracidade da informação e o incentivou a verificar a fonte antes de divulgar.Após buscar mais informações, o jovem percebeu que se tratava de uma notícia falsa e decidiu não a partilhar.“Foi nesse momento que percebi que o meu papel não termina no escritório. Sou uma agente de mudança em qualquer lugar, seja na comunidade, em casa ou no transporte público”, diz Leonor.Para ela, esse episódio monstrou que pequenas intervenções podem impedir a propagação de informações falsas e fortalecer comunidades mais informadas, responsáveis e resilientes. Servir e fazer a diferençaLeonor acredita que o voluntariado começa com a vontade de servir e ganha significado quando se traduz em mudanças concretas na vida das pessoas e das comunidades.“Voluntariado significa servir e fazer a diferença. Significa acreditar que pequenas acções podem transformar vidas e contribuir para um mundo melhor” - Leonor Ruazire, Voluntária das Nações Unidas.A sua experiência destaca o papel dos Voluntários da ONU na promoção da paz, da inclusão, da participação cívica e do desenvolvimento sustentável.O PNUD apoia Moçambique no fortalecimento da governação democrática, da participação cívica e de instituições inclusivas. Por meio do Projeto Democracia e Eleições, em parceria com o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV), o PNUD promove iniciativas para fortalecer a integridade da informação e combater a desinformação, o discurso de ódio e outros desafios no ambiente digital.
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História
14 julho 2026
CPLP aos 30 anos: vozes da juventude
MAPUTO, Moçambique - Sob o lema “CPLP 30 Anos: Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos”, representantes de países-membros do bloco em todo o mundo estão a comemorar o impacto geoestratégico, a promoção da língua comum e o alargamento do número de Estados-associados.Moçambique é um dos membros fundadores da Cplp que se junta às comemorações. A ONU News saiu às ruas para escutar os jovens e o que eles pensam do bloco. Conservação marinhaEm Maputo, foram citados avanços e algumas áreas que exigem intervenção urgente como o exame das legislações variadas e de sua aplicabilidade como explicou a ativista ambiental, Chanila Caisse Saide. Para ela, o aniversário da Cplp representa ação climática. Ela falou sobre a oportunidade de ampliar a conservação marinha e vasto ecossistema, uma vez que esses países possuem vários quilómetros costeiros e vastas zonas económicas exclusivas.“Através da língua podemos romper barreiras e transmitir o conhecimento de forma direta. Podemos levar o conhecimento diretamente à sociedade civil. Nós sabemos que nem todas as pessoas possuem habilidades linguísticas, sendo a língua portuguesa, língua que é difundida a informação, gera uma consciencialização mais afetiva, mais inclusiva e acima de tudo, a transmissão do conhecimento cientifico para a sociedade civil de forma clara que permite a observação direta dos factos”. Objetivos de Desenvolvimento SustentávelChanila Caisse Saide, acredita ainda que a língua não é único elo de ligação entre os países membros da Cplp, pois destaca os oceanos como um recurso a ser preservado com vista alcance com sucesso dos ODS 13 e 14.“Esta é uma oportunidade de nós refletirmos sobre este recurso que é o oceano. Nós sabemos que o oceano liga-nos de formas intangíveis, não há uma fronteira para nossos problemas. O problema da pesca ilegal, da pesca excessiva, todos os problemas não têm uma fronteira, então todos juntos devemos colaborar e trabalhar neste que é o problema”.Quando se fala de Cplp, as opiniões e sentimentos variam. Uma das áreas de atuação mais necessárias para o escritor e editor literário, Eduardo Quive, está na cultura. Ele elogia os avanços da Cplp na área cultural destacando a conexão através da tecnologia, mas cita a necessidade de ações concretas e desafios face à mobilidade no geral. Mais prêmios literários“Um dos objetivos principais da Cplp é realmente traçar esta política para que haja mais intercâmbio entre países da comunidade, para que haja mais diálogo, mais encontros entre várias culturas da Cplp. Estou aqui a pensar em instituições como Commonwealth que tem prêmios literários para toda a comunidade, que ate interagem com outras línguas. Se calhar a Cplp tem que começar a pensar em prêmios literários que deem prestígio à comunidade, sobretudo prémios que permitem a publicação de obras entre países.O escritor Eduardo Quive diz que o primeiro passo deve ser dado para criar um mercado livreiro comum a todas as nações que falam português. Mercado livreiro sem barreiras“Precisamos também de leis que facilitem a mobilidade de obras entre esses países. Por exemplo um livro editado em Moçambique não pode entrar em Portugal normalmente e ser vendido precisaria de chegar em Portugal começar de zero, fazer se o registo de uma empresa ou editora em Portugal para poder comercializar. Estamos a falar de um livro que é escrito na mesma língua: em Moçambique, Angola, São-Tome e Príncipe, em Portugal. Eu acho que é desafios que temos, partirmos de desejo, de sonho que nos temos, mas é preciso concretizar”. Uma das ações tomadas pela Cimeira de Brasília há 10 anos foi promover a língua com mais tradução, comunicação em português e uso da língua como língua de documentação em organizações internacionais. No mesmo evento, os Chefes de Estado e de Governo da Cplp declararam constituir a Agenda 2030 um “plano de ação global e visão comum para alcançar o desenvolvimento sustentável até 2030 em suas três dimensões: social, económica e ambiental”.Em agosto, eles voltam a se reunir em Díli, Timor-Leste. O país do sudeste asiático ocupa a presidência pro tempore do bloco.
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Comunicado de Imprensa
18 julho 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Internacional do Nelson Mandela
NOVA IORQUE, EUA - Hoje, honramos a vida e o legado de Nelson Mandela — uma figura imponente de paz, reconciliação, justiça e direitos humanos.O tema deste ano nos lembra que Madiba também foi um defensor lúcido da erradicação da pobreza e da igualdade.Ele sabia que acabar com a pobreza não é um ato de caridade.É um ato de justiça.E um dever que pertence a todos nós.Vivemos em um mundo onde a desigualdade está se tornando cada vez mais arraigada.Onde a riqueza se acumula desproporcionalmente para uma minoria privilegiada — enquanto muitos lutam para suprir necessidades básicas como alimentação, água, moradia e educação.E onde anos de progresso no combate à pobreza foram interrompidos por conflitos, crises econômicas e desastres climáticos.Assim como Madiba, todos nós podemos contribuir para a construção de economias justas e sociedades inclusivas.Investindo em trabalho decente, cobertura universal de saúde, educação de qualidade e sistemas de proteção social.Ao ampliar o financiamento e reformar a arquitetura financeira internacional, garantimos que os países em desenvolvimento recebam os fundos e o alívio da dívida de que precisam.E ao construir economias baseadas em energia renovável — para as pessoas e para o planeta.Sempre me inspirei na vida de Madiba e na sua crença de que, quando as pessoas se unem, nada é impossível.O futuro está em nossas mãos.Hoje e todos os dias, vamos levar adiante a visão de Mandela de um mundo justo, inclusivo, igualitário e pacífico.
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Comunicado de Imprensa
15 julho 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Mundial das Competências da Juventude
NOVA IORQUE, EUA - No Dia Mundial das Competências da Juventude, celebramos as contribuições dos jovens em todo o mundo.Como inovadores, líderes e agentes de mudança, os jovens buscam construir comunidades e sociedades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis.É fundamental que eles adquiram as competências, a formação e a educação de que precisam e merecem.O nosso mundo está a ser drasticamente transformado pelas tecnologias digitais, pelas alterações climáticas e pela crescente incerteza económica e desigualdade.Como o tema deste ano nos lembra, navegar nestas rápidas mudanças exige um novo conjunto de competências: desde a literacia digital à inteligência artificial, comunicação e pensamento crítico.Liberar todo o potencial das gerações mais jovens requer um investimento massivo em educação e formação inclusivas e de qualidade.Reduzir a lacuna de competências pode ajudar a criar empregos dignos e meios de subsistência sustentáveis em larga escala.Neste Dia Mundial das Competências da Juventude, comprometamo-nos a capacitar os jovens com as competências que o nosso mundo em transformação exige, para que possam ajudar a construir um amanhã melhor para todos.
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Comunicado de Imprensa
11 julho 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Mundial da População
NOVA IORQUE, EUA - Neste Dia Mundial da População, celebramos as esperanças e aspirações dos jovens em todo o mundo, bem como o seu imenso potencial para construir um futuro melhor.Eles estão herdando um mundo abalado por conflitos, desigualdade, caos climático e novas tecnologias. E estão enfrentando esse desafio com perspectivas inovadoras e uma liderança destemida. Sua energia e conhecimento, aliados à sabedoria e experiência das gerações mais velhas, podem ajudar a encontrar as soluções de que precisamos.O tema deste ano nos lembra que todos os jovens merecem a liberdade, as oportunidades e o apoio necessários para moldar suas próprias vidas e contribuir de forma significativa para suas comunidades. Isso inclui o direito de fazer escolhas informadas sobre seus corpos, suas vidas e seus futuros, conforme afirmado pelo Programa Mundial de Ação para a Juventude e pelo Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento.Em todo o mundo, os jovens estão se mobilizando – como líderes, inovadores, ativistas e muito mais – para enfrentar desafios comuns. Devemos corresponder à sua determinação com maiores investimentos em educação, saúde sexual e reprodutiva, trabalho decente e participação real na tomada de decisões.E devemos garantir que os direitos, as escolhas e as oportunidades estejam ao alcance de todas as pessoas – jovens e idosos. Juntos, podemos construir um mundo mais pacífico, justo e inclusivo para todos.
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Comunicado de Imprensa
27 junho 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas
NOVA IORQUE, EUA - Hoje celebramos o papel fundamental desempenhado pelas micro, pequenas e médias empresas — fortalecendo as comunidades, sustentando as famílias e impulsionando o progresso económico. Enquanto motores de criação de emprego, são fundamentais para o futuro de todos os países, nomeadamente como os melhores fornecedores de vias de emprego para os jovens.Mas estas empresas enfrentam grandes desafios – desde a dificuldade de acesso a fundos para operações de expansão, aos efeitos transformadores da inteligência artificial nos actuais modelos de negócio, às tarifas elevadas e ao aumento da inflação.A instabilidade global também está a ter consequências. O conflito no Médio Oriente perturbou as rotas comerciais e as cadeias de abastecimento, aumentou os preços da energia e fez disparar os custos.Os governos e as empresas precisam de trabalhar em conjunto para criar resiliência contra os choques globais, diversificar os mercados de exportação, explorar novas fontes de factores de produção e matérias-primas e aumentar o desenvolvimento de competências para apoiar os empreendedores — especialmente as mulheres e os jovens.Os sistemas financeiros devem ser reforçados para que as empresas possam aceder ao crédito acessível e reduzir os custos dos empréstimos.E como nos lembra o tema deste ano, precisamos de ajudar as empresas a aproveitar o poder da inovação e da tecnologia digital para competir e ter sucesso nos mercados globais.Acima de tudo, num mundo de crescente incerteza, é hora de colocar a paz em primeiro lugar e permitir que os mercados globais e os sistemas de transporte funcionem de forma eficiente e segura.Juntos, podemos garantir que as micro, pequenas e médias empresas continuem a ser motores de prosperidade e oportunidades para as gerações vindouras.
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Comunicado de Imprensa
26 junho 2026
Relatório Mundial sobre Drogas do UNODC de 2026
VIENA, Áustria - Os traficantes de drogas estão explorando tecnologias e a instabilidade global para introduzir novas drogas, experimentar diferentes rotas e métodos de comércio e entrar agressivamente em novos mercados, afirmou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em seu Relatório Mundial sobre Drogas de 2026, divulgado hoje.“Observamos um aumento sem precedentes de novos tipos de drogas no mercado e, preocupantemente, algumas são mais potentes ou perigosas do que antes”, disse Monica Juma, Diretora Executiva do UNODC. “E já estamos sofrendo o impacto: milhões de mortes prematuras e anos de vida saudável perdidos desnecessariamente; redes de tráfico de drogas que distorcem as economias; a destruição de vidas, comunidades e meios de subsistência; e o agravamento da insegurança e da violência. O imperativo de nos concentrarmos em deter os grupos do crime organizado nunca foi tão grande. Devemos intensificar os esforços de dissuasão, aumentar o compartilhamento de informações e coordenar operações conjuntas, ao mesmo tempo que investimos mais em prevenção e tratamento”.Estima-se que 331 milhões de pessoas usaram drogas em 2024, o que corresponde a 6,2% da população mundial entre 15 e 64 anos, em comparação com 5,2% em 2014. A cannabis continua sendo a droga mais consumida, com 256 milhões de usuários em 2024, seguida por opioides (63 milhões), anfetaminas (32 milhões), cocaína (25 milhões) e ecstasy (21 milhões). Os traficantes de drogas continuam inovandoOs fabricantes de drogas ilícitas continuam a inventar novas drogas sintéticas na tentativa de burlar as regulamentações e evitar a detecção, com cinco vezes mais tipos de drogas apreendidas em 2024 do que antes de 2000. O número de novas substâncias psicoativas (NSP) relatadas em circulação nos mercados de drogas, por exemplo, chegou a 755 em 2024, sendo 118 delas relatadas pela primeira vez. Um ponto de virada no mercado global de opioidesA proibição de drogas no Afeganistão em 2022 continuou a restringir severamente a produção ilícita de ópio e heroína. Embora a produção em Mianmar tenha aumentado de 420 toneladas em 2021 para mais de 1.000 em 2025, o aumento no país (juntamente com as quantidades produzidas em outros países monitorados pelo UNODC, ou seja, Laos e México) não compensa os declínios no Afeganistão, que em 2022 produziu mais de 6.000 toneladas de ópio.A crescente disponibilidade de novos opioides sintéticos, como fentanil, nitazeno e órfilo, no mercado sugere que os traficantes estão buscando alternativas à heroína. Uma mudança dos opiáceos de origem vegetal para os sintéticos pode causar uma alteração permanente no mercado global de opioides, com ramificações sobre como essas drogas são usadas e os danos associados. O mercado de metanfetamina agora é globalNovas rotas de tráfico e a expansão gradual da produção de metanfetamina criaram novos mercados para a droga, principalmente no Oriente Médio e Próximo, na África e em partes da Europa. As apreensões cresceram 12% ao ano, em média, um aumento impulsionado principalmente pelas quantidades no Leste e Sudeste Asiático. Embora Mianmar continue sendo o principal país de origem da metanfetamina, a alta demanda também atraiu fornecedores da América do Norte, África Ocidental e Austral e Sudoeste Asiático.A metanfetamina da América do Norte também está cruzando o Oceano Pacífico para países da Orla do Pacífico Ocidental, causando, nesse processo, um aumento no tráfico e no uso também nas ilhas do Pacífico. No Oriente Médio, as interrupções no mercado de "captagon" após a queda do regime de Assad na Síria e a subsequente duplicação do preço de um comprimido de captagon em alguns lugares podem causar uma mudança entre os usuários de captagon para a metanfetamina, cujo uso aumentou na região. A mudança na percepção sobre a cannabis impulsiona o crescimento do número de usuários e novos padrões de tráficoA produção, o tráfico e o uso da cannabis estão em constante evolução, provavelmente em parte devido às mudanças contínuas na percepção em relação à droga, em um período em que muitas jurisdições, principalmente na América do Norte, adotaram políticas de legalização e/ou descriminalização.O número de pessoas que usam cannabis cresceu 40% na última década, enquanto a prevalência do seu uso aumentou de 3,8% da população entre 15 e 64 anos em 2014 para 4,8% em 2024. As apreensões de cannabis também atingiram níveis historicamente altos em 2024.Historicamente, a maior parte do tráfico de cannabis ocorria dentro de regiões, principalmente porque a cannabis pode ser cultivada praticamente em qualquer lugar. No entanto, o comércio inter-regional, com o fornecimento vindo da América do Norte, está crescendo: entre 2015 e 2024, 57 países ou territórios fora da América do Norte a identificaram como região de origem para apreensões de cannabis, um aumento em relação aos apenas 11 da década anterior. O crescimento da oferta de cocaína pode em breve ultrapassar a demandaA produção de cocaína continuou a crescer em 2024, aumentando mais de quatro vezes nos últimos dez anos, para uma estimativa de mais de 4.000 toneladas (em forma pura), impulsionada principalmente pelo aumento da produtividade e da área cultivada.Grupos do crime organizado continuam a canalizar quantidades cada vez maiores de cocaína para mercados de destino estabelecidos e emergentes, em um esforço para maximizar o lucro e expandir a base de clientes além de seus maiores e mais consolidados mercados na Europa Ocidental e Central, América do Norte e Oceania.Evidências dessa expansão contínua podem ser vistas na África e na Ásia, onde, apesar das quantidades relativamente baixas de apreensões, certos países dessas regiões registraram as maiores taxas de crescimento de apreensões de cocaína em todo o mundo durante o período de 2020 a 2024. Impacto do uso de drogas na segurança públicaO uso de drogas pode estar associado a crimes patrimoniais, violência dentro de famílias e grupos sociais e vitimização de usuários de drogas. Mas esses resultados também são influenciados por fatores mais amplos, como o contexto do uso de drogas, o histórico pessoal das pessoas envolvidas, como pobreza, falta de moradia, problemas de saúde mental, e fatores contextuais na comunidade, como a possível falta de acesso a tratamento para dependência química e serviços sociais. Tais fatores também representam pontos de partida para intervenções e esforços de prevenção.
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05 junho 2025
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