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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Moçambique
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão a contribuir a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 em Moçambique:
História
22 janeiro 2026
Moçambique, ONU e Parceiros Intensificam Esforços para Salvar Vidas
MAPUTO, Moçambique - Mais de 600 mil pessoas já foram afetadas pelas cheias severas no sul e centro de Moçambique e 120 mortes registradas, após semanas de chuvas intensas. As províncias de Gaza, Maputo e Sofala estão entre as mais atingidas, com casas, unidades de saúde e infraestruturas gravemente danificadas.Quase 5.000 km de estradas foram afetados em nove províncias, incluindo a principal via que liga Maputo ao resto do país, hoje inacessível. Cadeias de abastecimento estão interrompidas e mais de 27 mil cabeças de gado foram perdidas.O Governo de Moçambique lidera a resposta, com apoio das Nações Unidas e parceiros humanitários. Estão em curso operações de busca e salvamento, evacuações preventivas e avaliações de danos. Atualmente, mais de 50 mil pessoas deslocadas encontram-se acolhidas em 50 centros temporários em todo o país.As Nações Unidas estão a reforçar assistência vital — abrigo, água potável, saneamento, cuidados de saúde, nutrição para bebés e mães, vacinação e apoio em dinheiro — garantindo dignidade, proteção e segurança às famílias afetadas.“Neste momento, a prioridade absoluta é salvar vidas — garantindo alimentação, água limpa, abrigo seguro, cuidados de saúde, nutrição para bebés e mães, e apoio em dinheiro para proteger a dignidade e a segurança”, afirmou a Dra. Catherine Sozi, Coordenadora Residente da ONU e Coordenadora Humanitária para Moçambique. “Ao mesmo tempo, precisamos ajudar as comunidades a reconstruir e reduzir riscos futuros. Este é um momento que exige renovada solidariedade global”, continuou. Em apoio à liderança do Governo, o sistema das Nações Unidas está plenamente mobilizado em Gaza e noutras províncias afetadas para responder à emergência das cheias:A FAO está a priorizar o apoio à restauração rápida da produção alimentar — destacando equipas de emergência, apoiando agricultores com sementes de ciclo curto, proteção pecuária e reabilitação das pescas, ajudando a evitar a perda da janela crítica de plantio.O IFAD está a ativar o seu mecanismo de Resposta Rápida a Emergências e Desastres (RRED) nos projetos PRODER e PROCAVA, permitindo prestar apoio rápido e direcionado às comunidades afetadas pelas cheias.A OIM continua a apoiar com o acompanhamento essencial do deslocamento populacional e a reforçar as medidas de proteção e PSEA.A UNESCO está a investir no reforço das capacidades de alerta precoce e resposta multirriscos, com intervenções que reforçam as avaliações de risco climático, o planeamento adaptativo e a governação inclusiva do risco de desastres, etc.O UN-Habitat está a apoiar a coordenação do setor de abrigo em Gaza e a avançar com avaliações críticas dos assentamentos, infraestruturas públicas e serviços básicos, fornecendo igualmente orientação técnica para uma reconstrução resiliente e reforço das capacidades locais.O UNICEF intensificou o apoio em água e saneamento, saúde, nutrição, educação, proteção infantil e proteção social, destacando liderança de clusters e capacidade logística para Gaza, e respondendo em várias províncias com fornecimento de serviços e bens vitais.A OMS e a ONUSIDA estão apostos para apoiar a continuidade do acesso aos serviços de saúde, e do tratamento para as pessoas que vivem com VIH.Olhando para a frente, o PNUD está preparado para apoiar a avaliação de danos em habitações e edifícios, e coordenar um Análise de danos pós-desastre, com o Governo e parceiros.Por meio das 25 entidades da ONU trabalhando no país, e juntamente com os nossos parceiros regionais, já mobilizamos uma equipa humanitária multissectorial que está a apoiar o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) móvel na Província de Gaza.Adicionalmente, uma equipa do Sistema de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas, composta por especialistas com habilidades em coordenação, gestão de informações, avaliação, emergências ambientais, administração e finanças, foi mobilizada e chegará ao País o mais rápido possível.Moçambique enfrenta crises sobrepostas - cheias, deslocamento forçado, doenças e pressão económica - que afetam repetidamente as mesmas comunidades.A solidariedade internacional é urgente e essencial.
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História
21 janeiro 2026
Um Futuro Mais Seguro para as Mães em Dondo
MAPUTO, Moçambique - Durante anos, a segurança foi um luxo com que as mães na Província de Sofala não podiam contar. Complicações durante o parto causavam pânico, e a distância criava perigo; quando a ajuda chegava, muitas vezes já era tarde demais. Em Dondo, ambulâncias frequentemente saíam à noite transportando mulheres em risco de vida — algumas nunca regressavam.Essa realidade começou a mudar em 2024 com a inauguração de um novo bloco de partos no Centro de Saúde Distrital de Dondo, estabelecido com o apoio da Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA) através do projecto "Melhorar a Saúde Reprodutiva, Materna e Adolescente" (IRMAH). Pela primeira vez, cuidados obstétricos de emergência passaram a estar disponíveis localmente, 24 horas por dia. Todos os dias, o bloco ganha vida com uma coordenação silenciosa: enfermeiras preparam instrumentos, parteiras revisam casos e a equipa de anestesia verifica os equipamentos. Formada no âmbito do projecto IRMAH, a equipa multidisciplinar fortaleceu as suas competências por meio de formação conjunta e simulações de emergência, construindo um sistema preparado para agir rapidamente quando cada minuto conta.Para Rosa Saquina, Enfermeira Sénior de Saúde Materna no Centro de Saúde Distrital de Dondo, o bloco de partos marcou uma viragem para a saúde materna. “Antes, muitas mães não sobreviviam. Agora, podemos resolver complicações mesmo aqui”, disse. Rosa recordou quando a maioria das emergências exigia encaminhamento para o Hospital Central da Beira.“Este bloco de partos foi um ganho real para nós. Reduzimos muitas transferências. Antes, quando uma mãe tinha complicações, tínhamos de chamar uma ambulância e enviá-la para muito longe. Perdemos várias mães no caminho”, afirmou Rosa.As mudanças sentiram-se no dia-a-dia. Com infraestrutura, equipamentos e pessoal treinado, partos difíceis que antes representavam alto risco passaram a ser geridos localmente. “É gratificante lidar com um parto complicado e resolvê-lo aqui,” acrescentou Rosa. “Ver uma mãe segurar o seu bebé em segurança faz toda a diferença”.O projecto também investiu fortemente na capacidade dos profissionais de saúde. Desde 2024, o bloco foi apoiado por uma equipa treinada e dedicada, incluindo Beth Xavier, Técnica de Anestesiologia, cujo papel é crucial para procedimentos cirúrgicos seguros. “Preparo as mães, tranquilizo-as e certifico-me de que tudo está pronto”, explicou. Antes de administrar anestesia, Beth fala com cada mulher, explica o procedimento e acalma os seus receios. Verifica os equipamentos, prepara os medicamentos e garante que o bloco está pronto para emergências — práticas que se tornaram padrão com o apoio do projecto.Para além da prestação imediata de serviços, o investimento moldou o futuro da força de trabalho na saúde. Para Orpa Feliz, estagiária de medicina no Centro de Saúde de Dondo, o bloco representa oportunidade e inspiração.“Ver este novo bloco deu-me esperança”, disse. “Sonhava em ser cirurgiã, e agora sei que posso treinar e praticar aqui” - afirmou a Técnica de Anestesiologia, Beth Xavier.A mudança se estendeu muito além de um centro de saúde. O bloco de partos integra uma parceria mais ampla entre a KOICA e o UNFPA para fortalecer os serviços de saúde sexual, reprodutiva, materna, neonatal e do adolescente na Província de Sofala, incluindo os distritos de Beira, Dondo, Búzi e Nhamatanda.Por meio do projecto IRMAH, foram alcançados 26 estabelecimentos de saúde, 14 escolas secundárias e 80 comunidades, melhorando o acesso a cuidados para mais de 321.000 adolescentes e mais de 305.000 mulheres entre 15 e 49 anos, incluindo 61.000 grávidas nos quatro distritos alvo.Desde a inauguração do bloco, mais de 320 mulheres grávidas receberam cuidados cirúrgicos essenciais, principalmente cesarianas, salvando vidas de mães e recém-nascidos.Alinhado com o Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável em Moçambique, o projecto apoiou os esforços nacionais para expandir o acesso equitativo a serviços de saúde essenciais, reforçar a igualdade de género e proteger os direitos e o bem-estar de mulheres e meninas. Os investimentos em infraestrutura, equipamentos modernos de maternidade e cirurgia, formação de profissionais de saúde, serviços de planeamento familiar e prevenção da violência baseada no género contribuíram para reduzir a mortalidade materna e neonatal e restaurar a confiança no sistema de saúde.Quando o projecto terminou no ano passado, o seu impacto já era evidente. Os atrasos nas referências se reduziram, a capacidade local de gerir emergências aumentou e a confiança no sistema de saúde cresceu.Com o apoio da KOICA e a parceria do UNFPA com as autoridades de saúde nacionais e provinciais, o bloco de partos em Dondo continua a ser uma contribuição duradoura para uma maternidade mais segura em Sofala.O UNFPA trabalha de perto com o Governo de Moçambique, particularmente o Ministério da Saúde e a Direcção Provincial de Saúde em Sofala, e estabeleceu parcerias com Médicos com África CUAMM e com o Consorzio Associazioni con il Mozambico para garantir a sustentabilidade.Em Dondo, o bloco de partos é mais do que uma sala. É o resultado de uma parceria que salvou vidas, fortaleceu sistemas e garante que mais mulheres sobrevivam ao parto com dignidade.Com cada parto seguro, Dondo e os distritos vizinhos aproximam-se de um futuro em que nenhuma mulher teme dar à luz simplesmente por causa do lugar onde vive.
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História
03 dezembro 2025
Quebrando Barreiras: Saúde e Proteção para Pessoas com Deficiência
MAPUTO, Moçambique - O acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva (SSR) e violência baseada no género (VBG) é um direito humano fundamental, mas em Moçambique, as pessoas com deficiência enfrentam desafios significativos e complexos relacionados com esse acesso. Estas barreiras são multifacetadas, variando desde a inacessibilidade física até preconceitos sociais profundamente enraizados. O problema: uma teia de obstáculosO acesso limitado aos serviços deve-se a várias barreiras críticas:Distância física e transporte: Longas distâncias até clínicas e centros de serviços, juntamente com uma grave falta de transporte acessível e económico;Má qualidade e acessibilidade dos serviços: muitas instalações existentes são fisicamente inacessíveis (sem rampas, corrimãos ou dispositivos auxiliares). Além disso, há falta de pessoal que saiba usar linguagem gestual ou fornecer materiais em braille ou linguagem de fácil leitura; eDiscriminação e falta de conhecimento: os prestadores de serviços muitas vezes não têm consciência dos desafios associados às deficiências e nutrem atitudes e crenças discriminatórias, o que prejudica gravemente a qualidade dos cuidados. A intersecção da vulnerabilidade: mulheres e raparigas com deficiênciaMulheres e raparigas com deficiência enfrentam desafios únicos devido à intersecção entre o seu género e a sua deficiência. Isso muitas vezes significa que lhes é negado o direito de tomar decisões sobre a sua própria saúde sexual e reprodutiva.Esta maior vulnerabilidade resulta em riscos mais elevados de:Violência sexual e baseada no género;Gravidezes indesejadas;Abortos inseguros; eInfecções sexualmente transmissíveis.O isolamento social e familiar aumenta ainda mais o risco. Muitas vezes, essas pessoas ficam escondidas em casa e não têm apoio da comunidade. Embora a subnotificação de violência de género seja comum em Moçambique, as barreiras à mobilidade, comunicação e o isolamento severo agravam a situação das pessoas com deficiência, que também podem sentir vergonha ou culpa, especialmente quando o agressor é um membro da família ou cuidador. A solução: ferramentas inclusivas e procedimentos padronizadosPara resolver esta lacuna crítica e tornar os serviços mais inclusivos, o UNFPA estabeleceu uma parceria com a organização da sociedade civil AIFO – Associazione Italiana Amici di Raoul Follereau, em 2024. Esta colaboração teve como objetivo equipar os prestadores de serviços com conhecimentos e ferramentas práticas e detalhadas. O Que Foi Desenvolvido?O projeto resultou de um rigoroso processo de consulta com pessoas com deficiência, cuidadores, prestadores de serviços e setores governamentais. Os principais recursos incluem:Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e Manual Operacional: orientações detalhadas e práticas para todas as fases da prestação de serviços — desde o atendimento e tratamento até o encaminhamento e acompanhamento.Álbum Seriado: uma ferramenta vital para comunicação alternativa e aumentativa. Este álbum facilita a interação entre prestadores e pessoas com dificuldades de comunicação, incluindo pessoas surdas, com deficiências auditivas ou intelectuais, ou indivíduos que temporariamente apresentam dificuldade para falar (por exemplo, devido a trauma). Fase Piloto e Próximos PassosApós aprovação do governo, os POPs foram testados durante quatro meses em três províncias — Maputo (sul), Manica (centro) e Cabo Delgado (norte) — tanto em unidades de saúde como em centros de atendimento único para vítimas de violência baseado no género. Principais atividades durante o projeto-piloto:Os prestadores de serviços receberam formação intensiva sobre a utilização dos POPs, do Manual e do Álbum Seriado.Representantes de Organizações de Pessoas com Deficiência (OPDs) foram contratados para criar ativamente procura pelos serviços e monitorizar o progresso da implementação.É evidente nesta fase que o impacto é positivo e significativo, com benefícios diretos para a qualidade de vida da população e para o fortalecimento de um sistema mais justo e inclusivo. Com este programa, a qualidade da prestação de serviços melhorou, conquistando a confiança da população — especialmente das pessoas com deficiência — que agora tem muito mais facilidade para acessar os serviços devido à remoção das barreiras.Como explicou Eunice Lacastre, psicóloga clínica do Centro de Cuidados Integrados de Chimoio, “as principais conquistas que observámos com a implementação deste projeto incluem a capacidade dos profissionais de desenvolver uma abordagem inclusiva, aprendendo a lidar com cada tipo de deficiência, e a implementação de materiais de comunicação inclusivos". "Antes do início do projeto, não recebíamos pessoas com deficiência nos nossos serviços porque elas tinham medo de vir devido às barreiras existentes. Agora, temos visto um aumento na procura por serviços por parte de pessoas com deficiência", afirmou a psicóloga Eunice. Financiamento e apoioEsta iniciativa crucial resulta de programas conjuntos da ONU em Moçambique, com apoio financeiro do Fundo Global para a Deficiência (GDF)*. O desenvolvimento do Álbum Seriado, que mudou vidas, foi apoiado pelo Programa Global da UNFPA-UNICEF para Acabar com o Casamento Infantil (GPECM).*O programa GDF Parceria para a Realização dos Direitos das Pessoas com Deficiência em Moçambique, implementado conjuntamente pela UNICEF, UNFPA e OHCHR, financiou a fase de desenvolvimento dos POPs e do Manual Operacional, enquanto o programa regional GDF Cuidados Não Remunerados, Deficiência e Abordagem Transformadora de Género, implementado conjuntamente em Moçambique pelo PNUD, UNFPA e ONU Mulheres, financiou a fase piloto.
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História
30 novembro 2025
Caminhos para Resistir à Seca em Moçambique
MAPUTO, Moçambique - Alguns desastres chegam de repente - ciclones, cheias e terremotos mudam vidas em minutos. Mas a seca é um tipo diferente de crise: lenta e persistente. Para quem é afetado, cada dia traz novos desafios, enquanto os meios de subsistência, a saúde e a esperança se desgastam, deixando as famílias com poucas opções para reagir.“Nas duas últimas safras, não consegui colher nada”, compartilha Leria Maria, agricultora de 36 anos de Chemba, Província de Sofala, centro de Moçambique.Para Serenia Sezi, mãe de 10 filhos em Caia, a luta foi igualmente dura. “Durante a seca, ficamos sem nada. Comíamos o que conseguíamos encontrar”.Belinha Celestino, mãe de 39 anos de Caia, presenciou de perto o impacto do El Niño em sua comunidade. “No auge da seca, vi crianças desmaiarem de fome na escola dos meus filhos, estavam fracas”, relembra.“Alguns pais não tiveram escolha a não ser tirar os filhos da escola para ajudar a buscar comida no mato ou trabalhar para em troca de algum dinheiro ou comida”, continua Belinha.Essas mulheres vivem em comunidades rurais remotas, longe de serviços essenciais. A dura realidade da seca foi sentida em seus corpos e lares. Muitas vezes, a única forma de fazer a farinha de milho durar era deixar de comer para que as crianças pudessem se alimentar.“Sacrifiquei minhas refeições por muitos dias para que meus filhos tivessem pelo menos uma tigela de papa de milho por dia”, conta Serenia. O último fenômeno El Niño foi um dos mais intensos já registrados, devastando o centro e o sul de Moçambique.A seca nas Províncias de Tete, Manica, Sofala, Inhambane e Gaza afetou 1,8 milhão de pessoas que já viviam em situação de insegurança alimentar. As lavouras foram destruídas, os preços dos alimentos dispararam e a escassez regional de milho elevou os custos de importação.
Em 2025, o País passou a enfrentar também os efeitos da La Niña, dificultando ainda mais o plantio e a recuperação das comunidades.“A seca teve um impacto severo na saúde da comunidade. As internações hospitalares triplicaram durante a crise. Antes, tínhamos 15 pacientes internados com desnutrição; esse número subiu para uma média de 45 no pico da seca”, explica o Dr. Justino Americo Antonio, Diretor do Serviço Distrital de Saúde de Caia.“Casos ambulatoriais e mortes relacionadas à desnutrição também aumentaram. O sistema de saúde do distrito não tinha capacidade de atender a todos”, continua o Dr. Justino.Mas para Serenia, Leria, Belinha e tantas outras, a esperança voltou quando a assistência alimentar de emergência do Programa Mundial para a Alimentação (PMA/WFP) começou no final de 2024 em apoio à resposta de emergência do Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD), do Governo de Moçambique.“A vida só mudou quando essa comida começou a chegar. Pudemos respirar aliviados, alimentar nossos filhos e eu mesma pude comer o suficiente”, lembra Serenia.Durante seis meses, sua família recebeu uma cesta básica, e seus filhos agora estão mais saudáveis e de volta à escola. Famílias como a dela também participam de aulas de nutrição e culinária. “Aprendi a combinar alimentos como abóbora e folhas de moringa para tornar a papa do meu bebê mais nutritiva. Agora entendo os benefícios que cada ingrediente traz para o corpo. Sou grata pelo projeto. Aprendemos novas receitas para as crianças, como combinar os alimentos e o papel que cada um desempenha no organismo”, diz Serenia.Graças a doadores como a Direção-Geral da Ajuda Humanitária e da Proteção Civil (ECHO) da União Europeia, e os governos de Áustria, Canadá, França, Alemanha, Suécia e EUA, o PMA pode entregar um pacote combinado de assistência alimentar a mais de 250 mil pessoas, apoio nutricional a 106 mil pessoas e lanche escolar a 8.800 estudantes nas comunidades mais afetadas pela seca no centro e sul de Moçambique.“Secas são crises lentas e devastadoras. Seus impactos perduram por muito tempo”, afirma Maurício Burtet, Diretor Nacional Adjunto do PMA em Moçambique.“Por isso, com o apoio dos doadores, o PMA busca sempre uma abordagem integrada: rápida no auge da crise, por meio da assistência alimentar de emergência, e consistente para garantir que as comunidades tenham conhecimento e meios para a sua recuperação”, diz Maurício Burtet. Essa resposta combinada fez diferença rapidamente.“A fome foi reduzida logo com a assistência alimentar. As intervenções nutricionais trouxeram mudanças positivas. As internações e mortes por desnutrição diminuíram”, afirma o Dr. Justino.“Nossas comunidades estão aprendendo boas práticas alimentares e preparando refeições mais saudáveis com produtos locais. O número de pacientes hospitalizados caiu para uma média de cinco agora”, continua o Diretor do Serviço Distrital de Saúde de Caia. Da emergência à resiliênciaA assistência alimentar de emergência foi um salva-vidas para as famílias nos meses mais difíceis da seca até meados deste ano, ajudando-as a sobreviver ao auge da crise. Com a estabilização das condições, o PMA e seus parceiros continuaram apoiando as comunidades com intervenções integradas, incluindo serviços de nutrição e programas de alimentação escolar até o final de 2025.Com os piores impactos da seca superados, Moçambique entrou em uma fase de recuperação e transição.As intervenções nutricionais alcançam comunidades afetadas por meio de unidades móveis de saúde que chegam às áreas mais remotas onde não existem clínicas e hospitais, educação nutricional, aulas de culinária e tratamento para crianças menores de cinco anos, gestantes e mulheres que amamentam com desnutrição moderada. O programa de alimentação escolar de emergência do PMA apoia crianças em escolas primárias com cestas básicas para levar para casa onde as escolas não têm estrutura para cozinhar ou refeições quentes durante 12 meses nas áreas mais atingidas pela seca.“Vejo que as comunidades estão mais informadas e suas dietas melhoraram”, observa o Dr. Justino.“Sou muito grata pela comida que recebemos; as aulas de nutrição me dão esperança e meus filhos vão à escola animados”, diz Belinha.“Aprendemos a cozinhar com os alimentos que conseguimos cultivar aqui. Sinto que minha família está mais preparada e nossa saúde melhorou”.Serenia partilha desse sentimento: “Minha família está mais forte. Meus filhos quase não adoecem mais, eu fico em paz. Tenho vontade de continuar a aprender novas receitas e a cuidar melhor deles”.Além do alívio imediato e da recuperação, o PMA trabalha com o Governo de Moçambique para construir sistemas alimentares inteligentes, promover a agricultura sustentável e fortalecer a preparação e resiliência das comunidades vulneráveis à seca, aos ciclones e às cheias.
Em 2025, o País passou a enfrentar também os efeitos da La Niña, dificultando ainda mais o plantio e a recuperação das comunidades.“A seca teve um impacto severo na saúde da comunidade. As internações hospitalares triplicaram durante a crise. Antes, tínhamos 15 pacientes internados com desnutrição; esse número subiu para uma média de 45 no pico da seca”, explica o Dr. Justino Americo Antonio, Diretor do Serviço Distrital de Saúde de Caia.“Casos ambulatoriais e mortes relacionadas à desnutrição também aumentaram. O sistema de saúde do distrito não tinha capacidade de atender a todos”, continua o Dr. Justino.Mas para Serenia, Leria, Belinha e tantas outras, a esperança voltou quando a assistência alimentar de emergência do Programa Mundial para a Alimentação (PMA/WFP) começou no final de 2024 em apoio à resposta de emergência do Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD), do Governo de Moçambique.“A vida só mudou quando essa comida começou a chegar. Pudemos respirar aliviados, alimentar nossos filhos e eu mesma pude comer o suficiente”, lembra Serenia.Durante seis meses, sua família recebeu uma cesta básica, e seus filhos agora estão mais saudáveis e de volta à escola. Famílias como a dela também participam de aulas de nutrição e culinária. “Aprendi a combinar alimentos como abóbora e folhas de moringa para tornar a papa do meu bebê mais nutritiva. Agora entendo os benefícios que cada ingrediente traz para o corpo. Sou grata pelo projeto. Aprendemos novas receitas para as crianças, como combinar os alimentos e o papel que cada um desempenha no organismo”, diz Serenia.Graças a doadores como a Direção-Geral da Ajuda Humanitária e da Proteção Civil (ECHO) da União Europeia, e os governos de Áustria, Canadá, França, Alemanha, Suécia e EUA, o PMA pode entregar um pacote combinado de assistência alimentar a mais de 250 mil pessoas, apoio nutricional a 106 mil pessoas e lanche escolar a 8.800 estudantes nas comunidades mais afetadas pela seca no centro e sul de Moçambique.“Secas são crises lentas e devastadoras. Seus impactos perduram por muito tempo”, afirma Maurício Burtet, Diretor Nacional Adjunto do PMA em Moçambique.“Por isso, com o apoio dos doadores, o PMA busca sempre uma abordagem integrada: rápida no auge da crise, por meio da assistência alimentar de emergência, e consistente para garantir que as comunidades tenham conhecimento e meios para a sua recuperação”, diz Maurício Burtet. Essa resposta combinada fez diferença rapidamente.“A fome foi reduzida logo com a assistência alimentar. As intervenções nutricionais trouxeram mudanças positivas. As internações e mortes por desnutrição diminuíram”, afirma o Dr. Justino.“Nossas comunidades estão aprendendo boas práticas alimentares e preparando refeições mais saudáveis com produtos locais. O número de pacientes hospitalizados caiu para uma média de cinco agora”, continua o Diretor do Serviço Distrital de Saúde de Caia. Da emergência à resiliênciaA assistência alimentar de emergência foi um salva-vidas para as famílias nos meses mais difíceis da seca até meados deste ano, ajudando-as a sobreviver ao auge da crise. Com a estabilização das condições, o PMA e seus parceiros continuaram apoiando as comunidades com intervenções integradas, incluindo serviços de nutrição e programas de alimentação escolar até o final de 2025.Com os piores impactos da seca superados, Moçambique entrou em uma fase de recuperação e transição.As intervenções nutricionais alcançam comunidades afetadas por meio de unidades móveis de saúde que chegam às áreas mais remotas onde não existem clínicas e hospitais, educação nutricional, aulas de culinária e tratamento para crianças menores de cinco anos, gestantes e mulheres que amamentam com desnutrição moderada. O programa de alimentação escolar de emergência do PMA apoia crianças em escolas primárias com cestas básicas para levar para casa onde as escolas não têm estrutura para cozinhar ou refeições quentes durante 12 meses nas áreas mais atingidas pela seca.“Vejo que as comunidades estão mais informadas e suas dietas melhoraram”, observa o Dr. Justino.“Sou muito grata pela comida que recebemos; as aulas de nutrição me dão esperança e meus filhos vão à escola animados”, diz Belinha.“Aprendemos a cozinhar com os alimentos que conseguimos cultivar aqui. Sinto que minha família está mais preparada e nossa saúde melhorou”.Serenia partilha desse sentimento: “Minha família está mais forte. Meus filhos quase não adoecem mais, eu fico em paz. Tenho vontade de continuar a aprender novas receitas e a cuidar melhor deles”.Além do alívio imediato e da recuperação, o PMA trabalha com o Governo de Moçambique para construir sistemas alimentares inteligentes, promover a agricultura sustentável e fortalecer a preparação e resiliência das comunidades vulneráveis à seca, aos ciclones e às cheias.
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12 fevereiro 2026
Reconstruindo Vidas em Mocímboa da Praia
MAPUTO, Moçambique - Na costa norte de Moçambique, aninhada na Província de Cabo Delgado, encontra-se a resiliente cidade de Mocímboa da Praia, um lugar em reconstrução e revitalização.Após anos de conflito que intensificaram-se em 2017, esta cidade costeira está agora a restaurar as vidas e os meios de subsistência dos seus habitantes. Outrora o coração da economia local, a pesca começa agora a prosperar novamente, oferecendo esperança às famílias que regressaram a casa depois de quatro anos de deslocamento.Entre os que regressaram está Andi Ibrahim, um pescador de 30 anos que vive com os pais e quatro irmãos.Quando o conflito eclodiu na sua cidade natal, Mocímboa da Praia, Andi e a sua família foram obrigados a fugir. Caminharam quilómetros, até encontrarem transporte que os levou a Muidumbe, uma aldeia a 130 quilómetros de casa.“Mesmo em Muidumbe, eu pescava para sustentar a mim e à minha família”, recorda Andi.Agora, Andi está de volta a Mocímboa da Praia, fazendo o que sabe fazer de melhor: pescar. Mas, no início, enfrentou desafios. Vender peixe diretamente na praia não lhe rendia muito dinheiro.“Eu não ganhava mais dinheiro vendendo diretamente na praia”, diz Andi.Isso mudou quando Andi recebeu um refrigerador portátil como parte do apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), financiado pelo Governo do Japão e em parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e a Peace Winds Japan.Através do projeto, a OIM apoiou 133 pessoas com kits iniciais, que incluíam congeladores, balanças e refrigeradores portáteis.Andi agora leva sua pesca para o mercado, onde pode vendê-la por um preço melhor.“Antes eu pescava em um balde de plástico e vendia diretamente na praia, o que não era lucrativo”, conta Andi. “Com a caixa térmica, consigo transportar o peixe e vendê-lo fresco no mercado. Agora ganho até 1.500 meticais (25 dólares americanos) por semana, o que me sustenta e à minha família”, conta Andi, explicando o seu dia a dia. A OIM também construiu um novo mercado de peixe em Mocímboa da Praia, com previsão de conclusão em 2025, equipado com instalações de armazenamento refrigerado movidas a energia solar, permitindo que jovens pescadores como Andi armazenem seus produtos com segurança e os vendam em melhores condições.Para muitos que voltam aos seus lugares de origem, o setor pesqueiro tornou-se a base da sobrevivência e da resiliência.Desde o início do conflito, mais de um milhão de pessoas foram deslocadas do norte de Moçambique. Mas, com o retorno da paz, mais de 500 mil pessoas voltaram, cada uma em busca de uma forma de reconstruir suas vidas.“O projeto de Resiliência Comunitária e Consolidação da Paz (CRP) não só apoia esses jovens a restabelecerem seus meios de subsistência, como também é fundamental para a construção de uma paz duradoura”, afirma Alexandra Ferro, Gerente de Projetos do programa CRP da OIM.“Quando as pessoas têm ferramentas e oportunidades para reconstruir suas vidas, elas se tornam menos vulneráveis e menos propensas a serem atraídas para a violência”, continuou Alexandra Ferro. Além do apoio direto aos pescadores, o projeto também capacita autoridades portuárias, ajudando a agilizar o comércio, melhorar a comunicação com as comunidades pesqueiras locais e garantir segurança e transparência.Esses esforços coordenados servem a outro propósito em uma região onde jovens desempregados correm o risco de serem recrutados por grupos armados não estatais; proporcionar trabalho digno e estabilidade é uma proteção poderosa.Para Andi, a pesca é mais do que apenas um meio de subsistência. É uma forma de reconstruir suas vidas e conduzir sua família e comunidade rumo a um futuro melhor.
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11 março 2026
Juntos Protegemos: Fortalecendo a Prevenção contra a Exploração e o Abuso Sexual
MAPUTO, Moçambique — Proteger a dignidade, a segurança e os direitos das pessoas que servimos não é apenas um princípio orientador do trabalho das Nações Unidas. É uma responsabilidade fundamental que sustenta a confiança das comunidades e a credibilidade das instituições que trabalham em contextos humanitários e de desenvolvimento.Em Moçambique, esta responsabilidade ganhou um novo impulso em 2025, quando a Equipa de País das Nações Unidas identificou a Proteção contra a Exploração e o Abuso Sexual (PSEA em sua sigla inglesa) como uma das suas principais prioridades coletivas. A decisão reafirmou um compromisso já existente e elevou a proteção contra a exploração e o abuso sexual ao mais alto nível de ação interagências. Uma prioridade num contexto de vulnerabilidadeEsta prioridade surge num contexto em que persistem vulnerabilidades profundas. A violência baseada no gênero continua a afetar mulheres e raparigas em muitas comunidades, enquanto fatores como deslocamentos, desigualdades estruturais e crises climáticas recorrentes agravam riscos de proteção.Estes desafios nos lembram de uma realidade essencial: a exploração e o abuso sexuais podem ocorrer em qualquer contexto, incluindo em programas destinados a apoiar e proteger as pessoas.Prevenir estes danos exige mais do que políticas. Exige liderança, responsabilidade partilhada e capacidade coletiva para identificar riscos, mitigá-los e responder quando surgem preocupações. Reforçar capacidades para prevenirNos últimos 18 meses, Moçambique deu passos importantes nesse sentido.Desde setembro de 2025, mais de 80 profissionais em todo o país foram capacitados por meio de um programa avançado de formação de formadores em PSEA. Este modelo vai além da sensibilização básica. Os participantes desenvolvem competências para facilitar conversas difíceis, abordar dinâmicas de poder, apoiar respostas centradas na vítima e conduzir formações de qualidade nas suas próprias organizações e comunidades.O pacote formativo, desenvolvido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), está a ser implementado em apenas um número limitado de países no âmbito global. A sua aplicação em Moçambique coloca o país entre os contextos que beneficiam desta abordagem inovadora de reforço de capacidades. Parcerias que ampliam o alcanceIgualmente importante, tem sido a forma como este esforço tem sido conduzido: através de uma colaboração estreita entre entidades das Nações Unidas, parceiros implementadores, organizações da sociedade civil e instituições nacionais.Em vez de atuarem de forma isolada, as entidades alinharam esforços, partilharam recursos e aproveitaram missões e presença territorial para expandir rapidamente a formação a diferentes regiões do país, incluindo nas cidades de Maputo, Pemba, Nampula e Beira.Entre os participantes se encontram pontos focais de PSEA das entidades da ONU, organizações parceiras, fornecedores e contratados. De forma particularmente significativa, participaram também os Pontos Focais de Salvaguarda do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).A participação do INGD representa um passo importante rumo à apropriação nacional e à sustentabilidade desta agenda. Também reflete o compromisso crescente de integrar normas de salvaguarda em todo o sistema de resposta humanitária no país. Formação e mitigação de riscos: pilares da prevençãoA formação é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir a exploração e o abuso sexuais. Quando equipas e parceiros compreendem claramente quais comportamentos são proibidos, conseguem reconhecer sinais de alerta e sabem como agir perante preocupações, criam-se ambientes mais seguros para todas e todos.Quando esta formação é acompanhada por medidas de mitigação de riscos — como o reforço de mecanismos de denúncia seguros, avaliações de parceiros e mapeamento de riscos em programas — a prevenção se torna parte integrante da programação.Os mais de 80 formadores capacitados desde 2025 estão agora preparados para multiplicar conhecimentos em todo o País. Muitos já iniciaram a replicação das formações nas suas próprias organizações, ampliando o alcance da prevenção e fortalecendo uma cultura de responsabilidade. Um compromisso partilhado com dignidade e proteçãoCada formação realizada, cada conversa iniciada e cada mecanismo de proteção reforçado contribuem para algo maior: a construção de sistemas mais seguros, onde as pessoas que procuram apoio encontram respeito, dignidade e proteção.Este esforço coletivo demonstra o que é possível alcançar quando instituições trabalham juntas — entre setores, províncias e mandatos — com um objetivo comum.Porque quando estamos unidos na prevenção e na resposta à exploração e ao abuso sexual, honramos a promessa que fazemos às pessoas que servimos.Uma promessa simples, mas essencial: garantir que a nossa presença proteja, empodere e respeite.
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História
08 março 2026
Dia Internacional da Mulher: Oito Ações para um Mundo Mais Igualitário
NOVA IORQUE, EUA - No decurso de quase uma década como Secretário-Geral das Nações Unidas vi o nosso mundo ser repetidamente posto à prova - por choques climáticos, agravamento da pobreza, conflitos violentos e redução do espaço cívico.No entanto, também testemunhei o surgimento de muitas soluções, todas elas com um denominador comum: as mulheres.Nesta ocasião em que o mundo assinala o Dia Internacional da Mulher, é tempo de reconhecer que a desigualdade de género é o maior desafio de direitos humanos que enfrentamos e que a promoção da igualdade constitui um dos motores mais fortes do desenvolvimento sustentável e da paz.Para enfrentar esse desafio, e com base na minha própria experiência e inspirando-me no trabalho do sistema das Nações Unidas e de movimentos da sociedade civil em todo o mundo, proponho oito áreas de ação destinadas a promover os direitos das mulheres e a alcançar resultados concretos. 1. Corrigir os Desequilíbrios de Poder. A igualdade de género é uma questão de poder, mas as instituições dominadas por homens continuam a moldar o nosso mundo. Uma maré crescente de autoritarismo está a aprofundar estas desigualdades, revertendo conquistas arduamente alcançadas – de práticas laborais justas a direitos reprodutivos – e enraizando preconceitos raciais e de género que limitam a vida das mulheres. A igualdade de género eleva as sociedades. Quando o poder é partilhado, a liberdade expande-se. 2. Fazer da Paridade uma Prioridade.As mulheres estão extremamente sub-representadas em governos e administrações empresariais em todo o mundo. Na ONU, decidimos fazer da paridade uma prioridade, começando pela liderança de topo. Alargámos a procura de candidatas qualificadas – sem baixar padrões de exigência. A ONU saiu fortalecida, com uma melhor cultura de trabalho e um processo de tomada de decisões mais inclusivo. A lição é clara: quando as instituições optam pela igualdade, os resultados aparecem. 3. Apostar no Investimento Mais Rentável.O investimento nas mulheres gera retornos extraordinários. Cada dólar investido na educação de meninas, resulta num retorno três vezes superior. No âmbito da saúde materna e do planeamento familiar, a rentabilidade ascende a oito vezes o investimento. As políticas de apoio às famílias – como cuidados infantis e apoio a idosos – fortalecem as comunidades e estimulam o crescimento. Em conjunto, todos estes esforços estão na base da redução das desigualdades de género – e encerram o potencial de aumentar o rendimento nacional em cerca de 20%. 4. Assegurar um lugar à mesa de negociações de Paz.Os acordos de paz são mais duradouros quando as mulheres participam na sua negociação e aplicação. No entanto, em demasiados conflitos – incluindo Gaza, Ucrânia e Sudão – as mulheres têm sido praticamente afastadas, apesar de suportarem o maior fardo da guerra. Num tempo de crescente instabilidade, a inclusão não é uma mera exigência simbólica – mas a melhor via para estabilizar um mundo fraturado. 5. Acabar com a Discriminação Legal.À escala global, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais usufruídos pelos homens. Em demasiados lugares, não podem deter propriedade, trabalhar livremente ou pedir o divórcio. Mesmo em muitos países onde vigoram algumas garantias jurídicas, enfrentam barreiras acrescidas no acesso à justiça. Todos os países devem assumir o compromisso de eliminar leis discriminatórias e garantir que os direitos são efetivamente aplicados na prática. 6. Tolerância Zero para com a Violência de Género - e Zero Desculpas.A violência contra as mulheres é uma emergência global, enraizada na desigualdade e sustentada pelo silêncio. Todas as mulheres e meninas têm o direito de viver sem medo. Contudo, a violência baseada no género – incluindo exploração e abuso sexual – continua a ser uma realidade que viola a confiança e o respeito pela humanidade. Devemos enfrentá-la em todo o lado: com tolerância zero, total responsabilização dos perpetradores e apoio inabalável às sobreviventes. 7. Eliminar distorções no setor tecnológico.Dado que as mulheres representam apenas um quarto do total dos profissionais no setor tecnológico, o preconceito está cada vez mais integrado nos sistemas que moldam o nosso quotidiano. Entretanto, a misoginia online dispara. As empresas tecnológicas e os governos devem agir em conjunto para criar espaços digitais seguros e inclusivos e o mundo deve redobrar esforços para remover as barreiras que impedem às meninas o acesso à ciência e à tecnologia. 8. Integrar a perspetiva de Género na Ação Climática.As alterações climáticas são “sexistas”. Quando geram crises alimentares, verifica-se que, muitas vezes, as mulheres são as últimas a ter acesso a alimentos; quando geram situações de emergência verifica-se que as mulheres enfrentam maior perigo. Acresce que que as meninas deparam-se com uma maior probabilidade de casamento infantil quando os meios de subsistência colapsam. Mas as mulheres também lideram soluções climáticas – promovendo legislação verde, impulsionando movimentos globais e liderando mudanças no terreno. Um planeta habitável exige políticas climáticas sensíveis ao género: igual acesso a empregos verdes, melhor proteção em situações de emergência e participação plena na tomada de decisões ambientais.Por todo o mundo, vi que estas oito áreas de ação funcionam na prática – em zonas de guerra e em contextos de reconstrução, em parlamentos e em salas de aula, em organizações e em comunidades. Se os líderes levarem a sério a igualdade de género e se comprometerem com estas ações agora, mudaremos o mundo – para as mulheres e meninas e para todos nós.
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História
05 março 2026
Moçambique fará recenseamento digital da população pela primeira vez em 2027
NOVA IORQUE, EUA - O Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, INE, deverá realizar, pela primeira vez, o recenseamento digital da população como medida para simplificar e modernizar a atualização cadastral.A revelação foi feita à ONU News, em Nova Iorque, pela presidente do órgão, Mónica Magaua, em paralelo à 57ª sessão da Comissão Estatística. O grupo composto por 34 Estados-membros é eleito pelo Conselho Econômico e Social. Ferramentas avançadasEm resposta a uma questão sobre o uso de ferramentas avançadas de inteligência artificial para examinar informação e desenvolver soluções mais personalizadas, a representante disse que a meta está na mira de entidades econômicas e regionais. Moçambique é membro da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral, Sadc, e da União Africana que têm buscado promover a integração econômica e a cooperação entre nações integrantes.“Para o ano, por exemplo, nós vamos conduzir o Quinto Recenseamento Geral da População e Habitação. E, pela primeira vez, vai ser um recenseamento totalmente digital. Antes era em papel, agora vai ser totalmente digital. Portanto, é uma forma também de nos compararmos aos outros países. E, aliás, também é requisito, a nível da SADC, e da União Africana, que os países conduzam censos digitais. Então, estamos a tentar não ficar para trás, porque senão também não seremos comparáveis. E há várias vantagens”.Monica Magaua disse que com o novo modelo, os dados a serem recolhidos poderão estar disponíveis a um quarto do tempo em relação ao período atual de cadastramento. Diferenças nas zonas rurais “O censo digital, por exemplo, traz os resultados mais rápido. Antes, levava dois anos para se ter os resultados. Agora, há de ser possível, é isso que a gente espera, que até seis meses já se tenha resultados. Então, essas evoluções fazem com que nós também cresçamos. Agora, há desafio, porque estamos a falar de um censo digital num país que não é totalmente digital. Nós temos ainda aquelas diferenças de zonas rurais, áreas em que a internet não chega. Então, isso tudo está acautelado. Esperemos que, na medida do possível, a gente consiga fazer um censo digital bom e melhor que os tradicionais”. A mudança importante no sistema de recenseamento acontecerá dez anos depois do Quarto Recenseamento Geral da População e Habitação realizado em 2017.Magaua reafirmou a relevância da presença moçambicana em fóruns internacionais que validam os novos instrumentos e que tratam das diretrizes de produção estatística internacional permitindo uma comparabilidade entre vários contextos.Na reunião que acontece até esta sexta-feira, tem havido conversas sobre estatísticas mais apuradas com parceiros lusófonos como Brasil, Cabo Verde e Portugal.
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História
02 março 2026
Uma Nova Geração de Mulheres Agricultoras em Manica
CHIMOIO, Moçambique - Quando os primeiros raios de sol alcançam o campo de Mavita, Juliet Queneti Mirais já está trabalhando.Ela caminha entre fileiras de mudas jovens, levantando delicadamente uma treliça aqui, ajustando a terra ali. Ao seu redor, o viveiro está repleto de possibilidades – limão, manga, lichia, mamão e espécies nativas crescendo em alinhamento cuidadoso.Para Juliet, a agricultura não é novidade. Ela nasceu nesse meio. Mas o que a agricultura significa hoje é diferente do que significava há dez anos."Antes, trabalhávamos duro", diz ela. "Mas nem sempre entendíamos por que a produção falhava".Juliet é mãe de cinco filhos e uma respeitada facilitadora de Escolas de Campo para Agricultores (ECA) em sua comunidade. Desde 2016, ela participa de atividades apoiadas pela FAO. Hoje, ela lidera um grupo de 21 membros – 17 dos quais mulheres – no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Agrícola (PRODAI). O programa é implementado pelo Governo de Moçambique e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com o apoio do Governo da Itália, por meio da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).Juntos, eles estão redefinindo o que a agricultura pode representar em sua comunidade. No passado, a produção dependia quase que exclusivamente da chuva e de variedades tradicionais de sementes. Os campos eram plantados da mesma forma que sempre foram. Quando as colheitas eram ruins, as famílias absorviam o prejuízo."Às vezes colhíamos pouco e não sabíamos como melhorar", lembra Juliet.Por meio do PRODAI, o grupo recebeu treinamento técnico, acesso a sementes certificadas e outros insumos agrícolas por meio de vouchers eletrônicos, além de apoio para construir um viveiro estruturado de 35 por 24 metros.Desde sua criação, o viveiro produziu mais de 37.000 mudas destinadas ao estabelecimento de sistemas agroflorestais nos campos vizinhos, integrando árvores frutíferas com culturas básicas.O viveiro está localizado próximo a um rio e conta com um sistema de irrigação movido a energia solar, garantindo o acesso à água durante todo o ano. Onde antes a agricultura parava com as chuvas, agora ela continua com planejamento e controle.Juliet demonstra conhecimento sobre técnicas de preparo do substrato, tratamento de sementes, semeadura e até enxertia. Ela coordena os dias de trabalho coletivo e garante a aplicação consistente das práticas.A transformação não é visível apenas nas mudas que crescem no viveiro. Ela também se reflete na confiança das mulheres que as manejam. Em Mavita, as mulheres sempre trabalharam a terra. O que mudou foi o acesso delas a treinamentos e insumos agrícolas de qualidade, fortalecendo suas habilidades e capacidade de tomada de decisão.Por meio da abordagem participativa de extensão rural da PRODAI, as mulheres não são apenas beneficiárias, mas também líderes. Elas coordenam os calendários de cultivo, organizam a produção e decidem coletivamente como reinvestir a renda, reforçando seu papel no desenvolvimento agrícola local.À medida que os pomares amadurecem e a produção hortícola se expande, o grupo estima que a receita anual poderá atingir o equivalente a US$12.000. A renda é compartilhada de acordo com a participação e reinvestida na produção.Para Juliet, o impacto é tanto econômico quanto pessoal."Com mais conhecimento, cometemos menos erros", afirma. "Podemos planejar nosso futuro, o futuro de nossos filhos".A melhoria da renda contribui diretamente para as mensalidades escolares, alimentação familiar e despesas médicas. Mas, talvez ainda mais importante, muda a percepção: a agricultura se torna uma oportunidade de negócio, não apenas um meio de sobrevivência.A província de Manica enfrenta uma crescente variabilidade climática. Chuvas irregulares, períodos de seca e flutuações de mercado desafiam os pequenos agricultores a cada estação.Os sistemas agroflorestais do PRODAI promovem a restauração da terra, enquanto as famílias diversificam suas fontes de renda. Como a iniciativa está ligada a um projeto de mercado de carbono, sua participação contribui para a mitigação das mudanças climáticas por meio do aumento da compensação de carbono.A integração de árvores perenes com culturas anuais garante que, enquanto as colheitas sazonais produzem alimentos frescos, gerando renda imediata, a produção de frutas proporcionará estabilidade a longo prazo.Essa mudança da adaptação de curto prazo para o planejamento de longo prazo está no cerne da transformação do sistema agroalimentar.O filho mais velho de Juliet já é adulto. O mais novo tem dez anos. Quando ela fala deles, sua voz se suaviza."Quero que eles vejam que a agricultura tem valor", diz ela. Como destaca o Ano Internacional das Mulheres Agricultoras de 2026 em todo o mundo, as mulheres são fundamentais para a segurança alimentar, as economias rurais e a resiliência climática. No entanto, elas continuam a enfrentar restrições estruturais.Em Mavita, a mudança está a ganhar força, liderada por mulheres que estão a fortalecer os seus conhecimentos e competências técnicas, a organizar-se coletivamente e a moldar o futuro da agricultura na sua comunidade.Juliet não está apenas a cultivar sementes. Ela está a cultivar oportunidades.E a sua história é apenas a primeira.
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História
27 fevereiro 2026
Reabilitação da Escola da Manga reforça resiliência climática na Beira
BEIRA, Moçambique – O Governo de Moçambique e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) procederam à entrega oficial da Escola Secundária da Manga, totalmente reabilitada na cidade da Beira - com a presença de Sua Excelência o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo. A reabertura da escola representa um marco nos esforços de recuperação após desastres climáticos e no reforço da resiliência das infraestruturas públicas no país.“Este é um momento de significado nacional, em que reafirmamos perante todo o Moçambique que a educação continua a ser o investimento primário e mais importante de qualquer nação que decide construir o seu futuro com inteligência, coragem e visão”, destacou o Presidente Chapo durante a cerimónia. Recuperação após cheias que afetaram mais de 860 mil pessoasA cerimónia também sublinhou os esforços do Governo para restaurar infraestruturas essenciais após as inundações que atingiram o sul e o centro de Moçambique em janeiro de 2026.As chuvas intensas provocaram cheias generalizadas nas províncias de Gaza, Maputo e Sofala, afetando mais de 860.000 pessoas. Mais de 180.000 casas foram inundadas, 676 escolas sofreram danos e infraestruturas críticas — incluindo estradas, sistemas de água e serviços de saúde — foram gravemente afetadas.Após a declaração de Alerta Vermelho nacional a 16 de janeiro, o PNUD e parceiros das Nações Unidas — incluindo OCHA, UNICEF, OIM e UNFPA — apoiaram avaliações rápidas, facilitaram o acesso humanitário e prestaram assistência imediata às comunidades afetadas.“Esta crise evidencia a elevada vulnerabilidade de Moçambique a choques climáticos recorrentes e reforça a urgência de construir sistemas mais resilientes ao clima”, afirmou Edo Stork, Representante Residente do PNUD em Moçambique. Uma escola emblemática para a cidade da BeiraDurante a cerimónia, o Presidente Chapo destacou também o valor histórico e simbólico da Escola Secundária da Manga, uma das maiores instituições de ensino da cidade.“Tivemos a honra e o dever de entregar a Escola Secundária da Manga totalmente reabilitada — uma instituição emblemática para a cidade da Beira, pela sua história e pelo papel que desempenhou na formação de gerações de moçambicanos”, afirmou o Presidente de Moçambique.A escola, que irá acolher cerca de 9.000 estudantes, sofreu danos significativos durante o Ciclone Idai, que destruiu telhados, salas de aula, laboratórios e sistemas de água e saneamento.O programa de reabilitação resiliente ao clima, avaliado em 4 milhões de dólares, incluiu: reconstrução completa do telhado; reforço estrutural de paredes, pisos, portas e janelas; modernização do sistema elétrico; e melhoria das infraestruturas de água e saneamento.As obras foram realizadas em coordenação com o Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone (GREPOC), equipas técnicas e parceiros locais.“Hoje celebramos a vitória de um povo resiliente sobre os desafios e adversidades. Onde havia silêncio e escombros, voltam agora a ouvir-se as vozes dos estudantes”, acrescentou o Presidente Chapo. Parcerias que transformam comunidadesA reabilitação da escola foi realizada no âmbito do Mozambique Recovery Facility (MRF), mecanismo criado em 2019 após os ciclones Idai e Kenneth para apoiar a recuperação e reconstrução de infraestruturas essenciais.Com mais de US$72 milhões mobilizados junto da União Europeia, Canadá, Finlândia, Países Baixos, Índia, China, Noruega e PNUD, o MRF já beneficiou mais de 588.000 pessoas, apoiando a reconstrução de escolas, centros de saúde, mercados, edifícios públicos e habitações nas regiões mais afetadas.“Gostaríamos de expressar a nossa profunda gratidão aos parceiros de desenvolvimento aqui presentes — ao PNUD e às Nações Unidas — pelo trabalho realizado na Escola Secundária da Manga”, afirmou o Presidente Chapo.“Hoje, celebramos não apenas a reconstrução de uma escola, mas também a força das nossas parcerias e a resiliência das comunidades moçambicanas”, realçou o Chefe do PNUD. “Juntos, estamos a construir um Moçambique mais forte, mais seguro e mais resiliente ao clima”, continuou.Encerrando a cerimónia, o Presidente da República apelou às comunidades para protegerem as infraestruturas reconstruídas.“Cuidar destas escolas é cuidar do futuro das nossas crianças. Que estes espaços sejam verdadeiros santuários do conhecimento para os nossos rapazes e raparigas, que são o futuro deste país”, concluiu o Presidente de Moçambique.
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Comunicado de Imprensa
12 março 2026
ONU oferece bolsas para jovens jornalistas cobrirem a Assembleia Geral em Nova Iorque
MAPUTO, Moçambique - Estão abertas as inscrições para o Programa de Bolsas para Jornalistas Memorial Reham Al-Farra (RAF), uma oportunidade única para jornalistas e outros profissionais de comunicação de países em desenvolvimento acompanharem de perto o trabalho das Nações Unidas. Criado em 1981, o programa já beneficiou mais de 670 jornalistas de 168 países, proporcionando acesso exclusivo a sessões com altos funcionários da ONU, briefings especializados e cobertura da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU, o epicentro da diplomacia mundial. O programa é destinado a jornalistas de 22 a 35 anos, fluentes em inglês, que trabalhem em veículos de comunicação em países em desenvolvimento, tenham interesse no trabalho das Nações Unidas e alguma experiência em produzir conteúdo sobre questões-chave para a Assembleia Geral, como direitos humanos, mudança climática, desenvolvimento sustentável, multilateralismo e diplomacia internacional. Benefícios e atividadesPessoas selecionadas receberão o custeio das passagens aéreas para Nova Iorque e uma ajuda de custo diária para cobrir despesas com hospedagem, alimentação e transporte local. Durante as três semanas de imersão, além da cobertura direta da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral, participantes terão a oportunidade de acompanhar o dia a dia da diplomacia multilateral, briefings especializados e participar de coletivas de imprensa.
Além da cobertura oficial das atividades da sede da ONU, a iniciativa promove intercâmbio com organizações e empresas de comunicação renomadas, como o The New York Times e o The Wall Street Journal e da agência de jornalismo investigativo ProPublica. O legado de Reham Al-FarraO programa foi criado em 1981 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objetivo inicial de capacitar profissionais de comunicação de países em desenvolvimento. Em 2003, o programa foi renomeado em homenagem a Reham Al-Farra, uma oficial de informação jordaniana de 29 anos que foi uma das vítimas do atentado terrorista à sede da ONU em Bagdá.Ao longo de mais de quatro décadas, o programa tem cumprido o papel de perpetuar o compromisso de Al-Farra com a comunicação pública, oferecendo a jovens talentos a chance de observar a diplomacia internacional de um ângulo privilegiado e levar essa experiência para seus países e suas comunidades. Como participar?As candidaturas devem ser enviadas exclusivamente por meio do formulário on-line. É necessário preparar documentos como amostras de trabalho (portfólio), carta de recomendação e comprovante de vínculo profissional.O formulário de inscrição está disponível em https://www.un.org/en/raf/application2026.O prazo final para envio de candidaturas é 3 de abril de 2026.Para mais informações, acesse a página de respostas a dúvidas frequentes e visite a página oficial do programa: https://www.un.org/en/raf
Além da cobertura oficial das atividades da sede da ONU, a iniciativa promove intercâmbio com organizações e empresas de comunicação renomadas, como o The New York Times e o The Wall Street Journal e da agência de jornalismo investigativo ProPublica. O legado de Reham Al-FarraO programa foi criado em 1981 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com o objetivo inicial de capacitar profissionais de comunicação de países em desenvolvimento. Em 2003, o programa foi renomeado em homenagem a Reham Al-Farra, uma oficial de informação jordaniana de 29 anos que foi uma das vítimas do atentado terrorista à sede da ONU em Bagdá.Ao longo de mais de quatro décadas, o programa tem cumprido o papel de perpetuar o compromisso de Al-Farra com a comunicação pública, oferecendo a jovens talentos a chance de observar a diplomacia internacional de um ângulo privilegiado e levar essa experiência para seus países e suas comunidades. Como participar?As candidaturas devem ser enviadas exclusivamente por meio do formulário on-line. É necessário preparar documentos como amostras de trabalho (portfólio), carta de recomendação e comprovante de vínculo profissional.O formulário de inscrição está disponível em https://www.un.org/en/raf/application2026.O prazo final para envio de candidaturas é 3 de abril de 2026.Para mais informações, acesse a página de respostas a dúvidas frequentes e visite a página oficial do programa: https://www.un.org/en/raf
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Comunicado de Imprensa
08 março 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Internacional da Mulher de 2026
NOVA IORQUE, EUA - O Dia Internacional da Mulher deste ano centra-se nos direitos, na ação e na justiça para todas as mulheres e raparigas.Em todo o mundo, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais a que os homens têm direito.A discriminação legal pode afetar todos os aspetos da vida de uma mulher. Ela pode ser impedida de possuir bens, de pedir o divórcio ou de aceitar um emprego sem a permissão do marido. Em mais de 40 países, a violação marital não é reconhecida como crime. Outras leis restringem o acesso das mulheres à educação, a sua capacidade de transmitir a cidadania aos filhos ou mesmo a sua liberdade de movimento fora de casa.Onde existem proteções legais, a discriminação e a fraca aplicação da lei fazem com que as mulheres ainda tenham dificuldades em aceder aos tribunais e ao apoio jurídico.Muitas destas leis injustas estão em vigor há séculos. Mas hoje, também assistimos a uma nova e perigosa tendência. Em meio ao crescente autoritarismo, à instabilidade política e a uma renovada pressão para consolidar o patriarcado, conquistas arduamente alcançadas estão a ser revertidas — desde proteções laborais mais justas aos direitos sexuais e reprodutivos.Precisamos nos unir para cumprir a promessa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda de Ação Beijing+30. Ao combater leis e práticas discriminatórias — e defender o progresso já alcançado — podemos garantir a dignidade, as oportunidades e a liberdade que todas as mulheres merecem.Quando não somos iguais perante a lei, não somos iguais. É hora de tornar a justiça uma realidade para mulheres e meninas, em todos os lugares.
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Comunicado de Imprensa
17 fevereiro 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Início do Ramadã
NOVA IORQUE, EUA - Para os muçulmanos de todo o mundo, o mês sagrado do Ramadã é um período de reflexão e oração.O Ramadã também representa uma nobre visão de esperança e paz.Mas para muitos membros da família humana, essa visão permanece distante.Do Afeganistão ao Iêmen, de Gaza ao Sudão e além, pessoas sofrem os horrores de conflitos, fome, deslocamento, discriminação e muito mais.Nestes tempos difíceis e de divisão, atentemos para a mensagem eterna do Ramadã.Para construir pontes entre as pessoas.Para levar ajuda e esperança àqueles que sofrem.E para salvaguardar os direitos e a dignidade de cada pessoa.Todos os anos, faço uma visita especial de solidariedade a uma comunidade muçulmana e participo do jejum.E todos os anos saio de lá revigorado pelo espírito de paz e compaixão do Ramadã.Que este mês sagrado nos inspire a trabalhar juntos para construir um mundo mais pacífico, generoso e justo para todos.Ramadã Kareem.
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12 fevereiro 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Internacional de Prevenção do Extremismo Violento quando conduz ao Terrorismo
NOVA IORQUE, EUA - Hoje, reafirmamos nossa determinação compartilhada de prevenir o extremismo violento e proteger as comunidades do flagelo do terrorismo.Grupos terroristas exploram rotineiramente a instabilidade, tecnologias descontroladas e a fragilidade socioeconômica para atacar e intimidar grupos vulneráveis. Jovens, incluindo crianças, estão cada vez mais suscetíveis à radicalização por meio de plataformas de mídia social online e ambientes de jogos não regulamentados.Tanto a Estratégia Global das Nações Unidas para o Combate ao Terrorismo, que completa vinte anos este ano, quanto o Plano de Ação das Nações Unidas para Prevenir o Extremismo Violento, que completa dez anos, nos lembram que medidas de segurança mais rigorosas, por si só, não são suficientes.Precisamos atacar a raiz do problema, por meio de esforços renovados para abordar as queixas e as condições propícias ao terrorismo, fortalecendo os sistemas educacionais, ampliando o espaço cívico e fomentando o diálogo e a confiança entre e dentro das comunidades.Isso também significa trabalhar com todas as partes interessadas, incluindo o setor privado e as empresas de tecnologia, para construir mecanismos de proteção que possam prevenir o extremismo violento.Todos esses esforços devem estar fundamentados nos direitos humanos e no Estado de Direito, para que cada pessoa tenha voz na construção do futuro da sua sociedade.Juntos, vamos construir comunidades resilientes e inclusivas, onde o extremismo violento não encontre terreno fértil e a paz prevaleça para todos.
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Comunicado de Imprensa
11 fevereiro 2026
Mensagem do Secretário-Geral por ocasião do Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência
NOVA IORQUE, EUA - No Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, reafirmamos uma verdade fundamental: a igualdade nas ciências é essencial para o progresso da humanidade.Apesar dos avanços no acesso à educação, as mulheres nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) ainda enfrentam dificuldades devido à falta de financiamento para pesquisa, estereótipos de gênero e práticas discriminatórias no ambiente de trabalho. Globalmente, apenas uma em cada três pesquisadoras é mulher.Essa disparidade é particularmente acentuada na área da tecnologia, onde as mulheres representam apenas 26% da força de trabalho em dados e inteligência artificial, e apenas 12% em computação em nuvem. A ausência de vozes femininas, especialmente em cargos de liderança, perpetua preconceitos em ferramentas digitais e causa danos reais.Excluir as mulheres da ciência enfraquece nossa capacidade coletiva de enfrentar desafios globais urgentes, desde as mudanças climáticas até a saúde pública e a segurança espacial. Para solucionar esses problemas, precisamos garantir que todas as meninas possam vislumbrar um futuro em STEM e que todas as mulheres possam prosperar em suas carreiras científicas.É por isso que as Nações Unidas apoiam mulheres e meninas em STEM, inclusive por meio de bolsas de estudo, estágios e programas de mentoria em diversas disciplinas. Desde o avanço das energias renováveis até a prevenção da próxima pandemia, nosso futuro depende de liberar o máximo de talento humano possível. Hoje e todos os dias, vamos garantir que mulheres e raparigas possam realizar suas ambições científicas — por seus direitos e para o benefício de todos.
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