Discurso da Coordenadora Residente da ONU, Myrta Kaulard, por ocasião da comemoração do Dia das Nações Unidas
Discurso da Coordenadora Residente da ONU, Myrta Kaulard, na cerimônia de plantio de árvores em alusão ao Dia das Nações Unidas.
- Sua Excelência Senhora VERÓNICA NATANIEL MACAMO DLHOVO, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação;
- Sua Excelência Senhor Eneas Comiche, Presidente do Conselho Municipal de Maputo;
- Ilustres Membros do Governo e da família das Nações Unidas;
- Excelentíssimos representantes da sociedade civil e estudantes; e
- Minhas Senhoras e Meus Senhores.
Hoje, estamos aqui reunidos para celebrar o Dia das Nações Unidas, dia em que o mundo celebra a assinatura da Carta das Nações Unidas em 1945.
Este ano, as Nações Unidas completam 75 anos e Moçambique 45 de sua independência. Há 45 anos Moçambique se tornou membro da ONU.
Para assinalar a data, gostaria de ler a mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
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[Leitura da mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres]
Caros amigos de todo o mundo,
O 75º aniversário das Nações Unidas acontece em plena pandemia mundial. A nossa missão é agora mais crucial do que nunca.
Para promover a dignidade humana.
Proteger os direitos humanos.
Garantir o direito internacional.
E salvar a Humanidade da guerra.
Quando a pandemia começou, apelei a um cessar-fogo mundial.
Atualmente, o nosso mundo tem um inimigo comum: a Covid-19.
Chegou a hora de intensificar os esforços pela paz e para alcançar um cessar-fogo global. O relógio não para.
Devemos também fazer as pazes com o nosso planeta.
A emergência climática é uma ameaça à própria vida.
Devemos mobilizar todo o mundo para alcançar a neutralidade carbónica e reduzir a zero as emissões de gases com efeito de estufa, até 2050.
Um crescente número de países e de empresas já se comprometeram a atingir esta meta.
Durante estes meses de pandemia assistimos também a um terrível aumento da violência contra mulheres e meninas.
Temos de trabalhar em prol do progresso. Está em curso uma notável colaboração internacional para produzir uma vacina para a Covid-19 que seja segura e acessível para todos.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável oferecem-nos um modelo inspirador para que seja possível recuperar melhor.
Enfrentamos desafios colossais. Com solidariedade e cooperação globais podemos superá-los.
É a razão de ser das Nações Unidas.
Neste aniversário, apelo a todos, em todo o lado, que se unam.
As Nações Unidas não só estão convosco...
Como as Nações Unidas pertencem-vos e é: “nós os povos”.
Juntos, vamos preservar os valores perenes da Carta das Nações Unidas.
Vamos trabalhar com base nos avanços alcançados durante décadas.
Vamos implementar a nossa visão comum de um mundo melhor para todas e todos.
Muito obrigado.
[Fim da leitura da mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres]
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Em Moçambique, por ocasião do 75º (septuagésimo quinto) aniversário da Carta das Nações Unidas e do 45º (quadragésimo quinto) aniversário da República de Moçambique como membro das Nações Unidas, em nome do Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique e Presidente do Grupo de Contacto, Mirko Manzoni, e meu próprio como Coordenadora Residente das Nações Unidas e Coordenadora Humanitária para Moçambique, gostaria de felicitar Moçambique e reiterar o apoio das Nações Unidas à paz duradoura e ao desenvolvimento sustentável.
A paz e o desenvolvimento sustentável continuarão sendo uma prioridade para a ONU em Moçambique, enquanto trabalhamos juntos para alcançar um futuro próspero, pacífico e sustentável para todas e todos.
Apesar dos desafios da COVID-19, os programas de desenvolvimento, a assistência humanitária e a jornada de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR), que começou no início deste ano, estão progredindo com compaixão, dedicação e sensibilidade para acompanhar Moçambique na realização de uma paz duradoura e de prosperidade para todas e todos.
Enquanto comemoramos esta parceria, nós gostaríamos de expressar nosso agradecimento especial para todos os parceiros, muito deles Estados-membros da ONU, pelo seu apoio à ONU em Moçambique, um verdadeiro exemplo de multilateralismo e do espírito da Carta das Nações Unidas.
As 75 (setenta e cinco) árvores que plantamos hoje simbolizam nossos esforços para a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos do passado e do futuro, do futuro que queremos, da ONU que queremos.
Gostaria de agradecer Moçambique pelo seu compromisso para com as Nações Unidas
Este ano, no Dia da ONU, encorajamos todos a refletirem sobre a necessidade do diálogo para a superação dos desafios e sobre a importância do multilateralismo na construção do “futuro que queremos”.
Para Moçambique, isso significa um futuro sem violência.
Obrigada.