MAPUTO, Moçambique
- Sua Excelência o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Dr. Mateus Saize;
- Sua Excelência o Alto-Comissário da Ruanda em Moçambique, Coronel Donat Ndamage;
- Excelentíssimos membros do Governo, do corpo diplomático e das Nações Unidas;
- Estimados membros da comunidade ruandesa; e
- Minhas senhoras e meus senhores.
É uma honra estar aqui com vocês hoje para homenagear a memória das crianças, mulheres e homens vítimas do genocídio contra os Tutsis, no Ruanda, em 1994.
Nunca esqueceremos as vítimas.
E também nunca esqueceremos a bravura e a resiliência daqueles que sobreviveram, cuja coragem e vontade de perdoar continuam a ser uma fonte de luz e esperança.
Gostaria de felicitá-lo e agradecer, Vossa Excelência Alto-Comissário, pelo seu convite e pelo seu firme compromisso com o multilateralismo, com a cooperação internacional e com as Nações Unidas.
No nosso mundo de desafios profundamente interligados, a cooperação desempenha um papel vital na definição de um futuro melhor para todos, unindo povos e países.
Excelências, minhas senhoras e meus senhores,
Para refletirmos sobre o genocídio de noventa e quatro [94], gostaria de ler a mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, para esta ocasião:
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[Início da mensagem do Secretário-Geral]
Há trinta e dois anos, Ruanda viveu um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade.
Em apenas 100 dias, mais de um milhão de pessoas foram assassinadas – principalmente tutsis, mas também hútus e outros que se opuseram ao genocídio. Famílias inteiras foram brutalmente dizimadas.
No Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi no Ruanda, lamentamos as vítimas e honramos a dignidade que lhes foi roubada.
Prestamos homenagem aos sobreviventes, cuja resiliência demonstra a força do espírito humano. E recordamos, com humildade e vergonha, a falha da comunidade internacional em acatar os alertas e tomar medidas imediatas para salvar vidas.
Não basta lembrar os mortos. Devemos aprender com os erros do passado e proteger os vivos – rejeitando o ódio, a retórica inflamatória e a incitação à violência; investindo no tecido social para fortalecer a resiliência das comunidades; e fortalecendo as instituições que ajudam a prevenir atrocidades em massa.
Apelo a todos os países para que se tornem partes da Convenção sobre o Genocídio sem demora – e para que a implementem integralmente.
As Nações Unidas estão ao lado do povo do Ruanda. E estamos ao lado de todos aqueles, em todos os lugares, que se recusam a entregar o nosso futuro ao medo, à divisão ou ao silêncio.
Que este dia reafirme nosso compromisso de lembrar, ouvir e agir. Com a história como nosso guia e a prevenção do genocídio como nosso objetivo.
[Fim da mensagem do Secretário-Geral]
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Muito obrigada! Kanimambo!