MAPUTO, Moçambique
- Sua Excelência a Secretária Permanente do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Senhora Nilsa Miquidade;
- Excelentíssimo Diretor-Geral do Instituto de Meteorologia, Dr. Adérito Aramuge;
- Ilustres membros do Governo, do corpo diplomático, da sociedade civil, e da família das Nações Unidas; e
- Minhas senhoras e meus senhores.
Bom dia a todas e a todos.
É uma honra estar aqui hoje para celebrarmos juntos o Dia Mundial da Meteorologia.
Permitam-me começar por reconhecer e agradecer a liderança do Governo de Moçambique, na pessoa de Sua Excelência o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, pelo compromisso do País com a ação climática.
Minhas senhoras e meus senhores,
O tema deste ano, “Observar Hoje, Proteger o Amanhã”, lembra-nos de uma verdade simples, mas poderosa: prever salva vidas.
Num contexto em que o caos climático está a redefinir os padrões do clima, com eventos mais intensos, mais frequentes e mais imprevisíveis, a ciência, os dados e os sistemas de observação são a nossa primeira linha de defesa.
Em países como Moçambique, altamente vulneráveis às mudanças climáticas, sistemas de observação e de avisos prévios não são um luxo, são investimentos essenciais.
E aqui, Excelências, Moçambique tem uma história de sucesso para contar.
As recentes cheias demonstraram, de forma clara, que os sistemas funcionam.
Graças aos alertas prévios, à coordenação intersectorial e ao envolvimento das comunidades na preparação às cheias, muitas vidas foram salvas.
Este é um resultado concreto que posiciona Moçambique como um líder regional em meteorologia e previsão climática.
Uma liderança impulsionada ao mais alto nível pelo ex-Presidente Filipe Nyusi e por Sua Excelência o Presidente Daniel Chapo, ambos Campeões da União Africana para a Gestão do Risco de Desastres.
Esta liderança foi decisiva para posicionar o país como um dos pilotos da Iniciativa Aviso Prévio para Todos, do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e o engajamento com o Mecanismo de Financiamento de Observação Sistemática.
Os avanços são impressionantes e as Nações Unidas em Moçambique, através das suas várias Agencias no terreno, orgulha-se de fazer parte desta história.
Hoje, Moçambique reforça a sua rede de observação, expande a cobertura de radares e implementa o sistema integrado de aviso prévio, assegurando que a informação chegue às comunidades.
Isto fortalece a capacidade do INAM de fornecer previsões mais precisas e localizadas, apoiando a gestão de riscos e o planeamento em setores-chave, como agricultura, água e saúde.
Apesar do muito que ainda há por fazer, as comunidades estão mais preparadas, mais informadas e mais capacitadas para agir.
Quando ciência, tecnologia e comunidades trabalham juntas, vidas são protegidas, meios de subsistência são preservados e a resiliência é construída.
E este esforço só será verdadeiramente eficaz se for inclusivo - garantido que a informação climática chegue a todos, incluindo pessoas com deficiência, crianças, idosos, mulheres e comunidades remotas.
Excelências,
Eventos climáticos extremos não precisam se tornar desastres.
Sabemos o que precisa ser feito e Moçambique nos mostra que é possível fazê-lo.
Sabemos também que desafios persistem. Por isso, é fundamental reconstruir melhor e de forma mais resiliente; é preciso mobilizar, sensibilizar e garantir o empenho de toda a sociedade moçambicana.
Vencer a batalha contra as alterações climáticas é uma responsabilidade de todos e todas, sem exceção.
Contem com as Nações Unidas para enfrentarmos juntos a crise climática e ganharmos esta batalha.
Juntos podemos construir resiliência e garantir que todos em Moçambique tenham a oportunidade de realizar o seu pleno potencial, mesmo perante aos desafios mais poderosos da natureza.
Kanimambo! Muito obrigada!