MAPUTO, Moçambique
- Excelentíssimo Diretor Nacional da Ação Social, Senhor Nguma John Geraldo;
- Ilustres membros da sociedade civil, dos parceiros e colegas das Nações Unidas;
- Cara Jaana Keitaanranta, Representante Residente e Diretora do FIDA em Moçambique, que nos acompanha on-line; e
- Minhas senhoras e meus senhores.
Boa tarde a todas e a todos,
É uma honra me juntar a vocês hoje, em nome da Dra. Catherine Sozi, Coordenadora Residente das Nações Unidas, para celebrarmos o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, assinalado no dia 3 de dezembro, com este encontro de reflexão e diálogo sobre inclusão.
Reunimo-nos num momento importante. Um momento para afirmar, mais uma vez, que as pessoas estão no centro de tudo o que fazemos.
E que só teremos sucesso quando todas as pessoas, em toda a sua diversidade, puderem participar plenamente no desenvolvimento do País.
O tema deste encontro reforça essa visão: inclusão das pessoas com deficiência na agricultura e na pesca para uma transformação rural sustentável.
Este é um compromisso que não pode esperar.
Pois são as pessoas que vivem nas comunidades rurais - agricultores, pescadores, mães, jovens e líderes locais - quem primeiro sentem o impacto das crises, das secas prolongadas, das cheias, da perda de colheitas e da insegurança alimentar.
E são também elas que carregam, todos os dias, a responsabilidade de reconstruir, adaptar-se e seguir em frente.
Moçambicanos sabem disso profundamente.
E têm mostrado, repetidamente, resiliência, coragem e capacidade de inovar, incluindo as pessoas com deficiência.
Relatórios recentes mostram claramente que as pessoas com deficiência são membros ativos da sociedade e das economias rurais.
E que com o apoio concreto, sobretudo para empoderamento econômico, geração de emprego e renda para as pessoas com deficiência, elas têm a oportunidade de realizarem o seu pleno potencial, trazendo benefícios para as suas famílias, comunidades e País.
Aqui, gostaria de destacar a iniciativa SPARK (Sparking Disability Rural Transformation) liderado pelo Governo e apoiado pelo FIDA; e a parceria com a Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), que tem sido fundamental para promover essa transformação no terreno - e que fez parte das reflexões desta manhã.
O trabalho realizado com o FAMOD e as suas organizações filiadas nas províncias trouxe não só metodologias inovadoras para promover essa inclusão, mas também a possibilidade das pessoas com deficiência terem um lugar à mesa de tomadas de decisões.
Minhas senhoras e meus senhores,
Hoje, celebramos estas parcerias. Mas também reconhecemos que ainda há muito por fazer.
A acessibilidade continua a ser um desafio. As oportunidades econômicas ainda não chegam a todos. E muitas pessoas com deficiência continuam a enfrentar barreiras, tanto físicas como sociais.
Este evento é, por isso, uma oportunidade valiosa. Uma oportunidade para trocar conhecimentos, mostrar experiências inovadoras e reforçar o compromisso com a inclusão e o empoderamento.
Esperamos que mais parcerias e sinergias sejam fortalecidas, e que ninguém seja efetivamente deixado para trás.
Para concluir, gostaria de agradecer ao Governo de Moçambique pela sua liderança e agradecer ao FIDA por abrir este espaço de diálogo e reflexão.
Gostaria também de agradecer às pessoas com deficiência aqui presentes. A vossa voz é essencial, e é ela que deve guiar as nossas ações.
O meu apelo hoje para todos é simples:
Continuemos juntos. Continuemos a abrir caminhos para a inclusão. Continuemos a investir nas pessoas. E continuemos a construir um Moçambique mais acessível, mais justo e mais resiliente para todas e todos.
Contem com as Nações Unidas. Contem comigo.
Muito obrigada. Kanimambo!