Maputo, Moçambique - As Nações Unidas fazem um chamado aos países para que cumpram os compromissos de restaurar 1 bilhão de hectares de terra na próxima década – uma área do tamanho da China.
Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), lançado no início da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030, destaca que a humanidade está usando cerca de 1,6 vez a quantidade de serviços que a natureza pode fornecer de forma sustentável.
Os custos globais de restauração terrestre não são baixos. Mas o relatório descreve que cada 1 dólar investido na restauração cria até 30 dólares em benefícios econômicos.
Em sua mensagem para o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que a Década faz parte de um movimento global que irá unir governos, empresas, sociedade civil e cidadãos num esforço sem precedentes para curar a Terra.
“A ciência nos diz que os próximos 10 anos constituem a nossa última oportunidade para evitar a catástrofe climática, reverter a maré mortífera da poluição e de perda de espécies”, afirmou o Secretário-Geral.
“Enfrentamos uma tripla emergência ambiental – perda de biodiversidade, disrupção climática e poluição crescente. (…) Ao restaurarmos os ecossistemas, poderemos conduzir uma transformação que irá contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, destacou Guterres.
"Fazer tudo isto não irá apenas salvaguardar os recursos do planeta; Irá criar milhões de novos postos de trabalho até 2030, gerando retornos de mais de 7 trilhões de dólares todos os anos; e ajudar a eliminar a pobreza e a fome", continuou o Secretário-Geral.
"A Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas é um apelo global à ação", António Guterres.
Myrta Kaulard, Coordenadora Residente das Nações Unidas e Coordenadora Humanitária para Moçambique, afirmou que todas e todos podem contribuir para a nova Década e que salvaguardar o meio ambiente é a melhor forma de promover a prosperidade através do desenvolvimento sustentável.
A chefe da ONU aproveitou a data para lembrar que em Moçambique, com uma costa de mais de 2.700 km, a biodiversidade e o meio ambiente têm a capacidade de impulsionar a produção econômica, contribuindo para a redução da pobreza e das desigualdades assim como para a promoção da ação climática.
"Elogiamos os esforços do Governo de Moçambique e estamos prontos para apoiar ainda mais a centralidade do meio ambiente nos investimentos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo de Moçambique" Myrta Kaulard, Coordenadora Residente das Nações Unidas e Coordenadora Humanitária para Moçambique.
"A costa de Moçambique é uma de suas maiores riquezas e recurso para o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática do país com o potencial de gerar crescimento econômico, inclusão social e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade ambiental - questões integrantes da Agenda 2030", continuou Myrta Kaulard.
Saiba mais sobre a Década: http://bit.ly/decada-ecossistemas
Acesse a mensagem do secretário-geral na íntegra: http://bit.ly/meioambiente2021-onu