- Sua Excelência o Secretário Permanente do Ministério do Trabalho, Gênero e Ação Social, Senhor Paulo Beirão;
- Sua Excelência o Senhor Embaixador da Irlanda, Senhor Patrick Empey;
- Excelentíssimo Senhor Hermenegildo Mulhovo, Diretor Executivo do IMD;
- E uma especial menção a Sua Excelência o Embaixador da Ucrânia, Senhor Rostyslav Tronenko;
- Minhas senhoras e meus senhores.
Bom dia a todas e a todos,
É uma honra participar nesta Mesa Redonda sobre o Plano de Ação Nacional sobre Mulheres, Paz e Segurança, uma agenda essencial para a promoção da paz sustentável, da inclusão e da coesão social no mundo inteiro.
Permitam-me começar por expressar o nosso sincero agradecimento ao Governo de Moçambique, na pessoa de Sua Excelência, Ministra Ivete Alane, pela liderança contínua e pelo compromisso demonstrado na promoção desta agenda.
Esta liderança é fundamental para consolidar avanços e reforçar o reconhecimento do papel das mulheres na prevenção de conflitos, na mediação, na resposta humanitária e na construção da paz.
Excelências, Minhas senhoras e meus senhores,
Em todo o mundo, as mulheres continuam a demonstrar que, quando participam plenamente nos processos de tomada de decisão, os resultados tornam-se mais inclusivos, as comunidades mais resilientes e os processos de paz mais sustentáveis.
Contudo, apesar dos avanços alcançados, continuamos a assistir ao agravamento de conflitos, ao aumento das desigualdades e à persistência da violência baseada no género em diferentes contextos.
Em Moçambique, os desafios associados ao conflito no Norte do país, aos eventos climáticos extremos e aos impactos das crises económicas globais reforçam ainda mais a importância desta agenda.
Sabemos que as mulheres não são apenas afetadas por estas crises. As mulheres são também líderes, mediadoras e agentes fundamentais de transformação nas suas comunidades.
Exemplos como as Sentinelas da Paz, as Campeãs da Paz e as Mediadoras do Movimento Mulher e Paz demonstram claramente o importante papel que as mulheres moçambicanas desempenham na promoção da paz, da reconciliação e da coesão social.
É precisamente por isso que o Plano de Ação Nacional sobre Mulheres, Paz e Segurança representa um instrumento tão importante para transformar compromissos em ações concretas e resultados reais para as mulheres e comunidades.
Moçambique tem demonstrado liderança consistente nesta agenda, desde a adoção da Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU sobre Mulheres, Paz e Segurança.
O país implementou o primeiro Plano de Ação Nacional e encontra-se agora na fase final de aprovação da segunda geração do Plano. Este conta com apoio técnico e financeiro das Nações Unidas, através da ONU Mulheres, e do Governo da Noruega.
O novo Plano representa uma oportunidade importante para acelerar progressos, fortalecer mecanismos de implementação e ampliar os espaços de liderança e participação significativa das mulheres.
No próximo mês, Moçambique participará, pela primeira vez, na reunião global da Rede de Pontos Focais sobre Mulheres, Paz e Segurança, em Roma.
Temos a convicção de que Moçambique terá muito para partilhar neste importante espaço global, posicionando-se, cada vez mais, como uma referência e um defensor global da paz sustentável.
Minhas senhoras e meus senhores,
Este evento realiza-se num momento importante para o país, em que o diálogo nacional inclusivo representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a participação das mulheres na construção da paz e do futuro de Moçambique.
Como Nações Unidas, reafirmamos o nosso compromisso de continuar a trabalhar lado a lado com o Governo, a sociedade civil e os parceiros para promover a implementação desta agenda e fortalecer a liderança das mulheres.
Porque sabemos que não pode existir paz sustentável sem a participação plena e significativa das mulheres.
Que esta Mesa Redonda seja um espaço de compromisso renovado e de ações concretas para continuarmos a construir um Moçambique mais inclusivo, resiliente e pacífico para todos e todas.
Muito obrigada! Kanimambo!