MAPUTO, Moçambique
- Sua Excelência a Primeira-Ministra da República de Moçambique, Senhora Maria Benvinda Levi;
- Sua Excelência o Ministro da Saúde, Doutor Ussene Issa;
- Sua Excelência o Secretário de Estado na Cidade de Maputo, Senhor Vicente Joaquim;
- Excelentíssimo Doutor Francisco Mbofana, Secretário Executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA;
- Excelentíssimo Senhor Júlio Mujojo, representante das pessoas que vivem com VIH;
- Ilustres membros do Governo, do corpo diplomático e da sociedade civil;
- Colegas das Nações Unidas;
- Minhas senhoras e meus senhores; e
Bom dia a todas e a todos,
É com grande honra e apreço que, em nome de toda a família da ONU em Moçambique, me dirijo a esta magna audiência, por ocasião do Dia Mundial da Luta Contra o SIDA.
Vossa Excelência a Primeira-Ministra – a vossa presença aqui hoje é um claro sinal do compromisso do País para acabar com o SIDA como epidemia em Moçambique. Em nome das Nações Unidas, muito obrigado por liderar este trabalho incansável e diário.
Para começar, gostaria de lembrar os milhões de pessoas, os nossos amigos e entes queridos, que perderam as suas vidas devido ao SIDA.
Mas hoje é também um dia em que comemoramos o trabalho extraordinário realizado por tantas pessoas, em todo o mundo e em Moçambique, que está a salvar milhões de vidas.
Excelências, minhas senhoras e meus senhores,
Para marcar a data, gostaria de ler a mensagem do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, para o dia de hoje.
***
[Início da mensagem do Secretário-Geral]
Este Dia Mundial da Luta contra o SIDA nos lembra que temos o poder de transformar vidas e futuros, e acabar com a epidemia do SIDA de uma vez por todas.
O progresso que alcançamos é inegável.
Desde 2010, as novas infeções caíram 40%.
As mortes relacionadas ao SIDA diminuíram em mais da metade.
E o acesso ao tratamento está melhor do que nunca.
Mas para muitas pessoas ao redor do mundo, a crise continua.
Milhões ainda não têm acesso a serviços de prevenção e tratamento do VIH por causa de quem são, onde vivem ou do estigma que sofrem.
Enquanto isso, a redução de recursos e serviços coloca vidas em risco e ameaça conquistas arduamente alcançadas.
Acabar com o SIDA significa empoderar as comunidades, investir em prevenção e ampliar o acesso ao tratamento para todas as pessoas.
Significa unir inovação à ação e garantir que novas ferramentas, como os injetáveis, cheguem a mais pessoas necessitadas.
Em cada etapa, significa fundamentar nosso trabalho nos direitos humanos, para garantir que ninguém seja deixado para trás.
Acabar com o SIDA como uma ameaça à saúde pública até 2030 está ao nosso alcance.
Vamos concluir esta tarefa.
[Fim da mensagem do Secretário-Geral]
***
Minhas senhoras e meus senhores,
Os esforços para alcançar uma geração livre do VIH e do SIDA são inspiradores. Contudo, ainda persistem desafios importantes.
Moçambique é o terceiro país do mundo com o maior número de novas infeções e o VIH/SIDA continua a ser a principal causa de morte de pessoas entre 15 e 49 anos.
Muitas pessoas, em particular as pertencentes aos grupos-chave vulneráveis, ainda não têm acesso aos serviços sociais e de saúde de que tanto necessitam.
Estamos a entrar numa nova era de inovação, com a PrEP injectável de longa duração, modelos diferenciados de cuidados, ferramentas digitais e abordagens comunitárias que oferecem oportunidades enormes para acelerar o progresso e o alcance da resposta ao SIDA.
Mas nenhuma tecnologia tem impacto se não chegar a quem mais precisa.
Para avançarmos, precisamos também de inovar no financiamento e de fortalecer quem sustenta esta resposta no dia a dia: comunidades, activistas e profissionais de saúde.
Investir neles é garantir uma resposta sustentável e transformadora.
E devemos fazer isso agora. O tempo está a esgotar-se. E milhões de pessoas em Moçambique contam connosco.
Excelências,
Acabar com o SIDA até 2030 não é um sonho distante, está ao nosso alcance se trabalharmos juntos.
Em nome das Nações Unidas, gostaria de reafirmar que estamos prontos para continuar a apoiar as instituições, os parceiros e a sociedade civil moçambicana na consecução deste objetivo comum: Um Moçambique em que nenhuma vida seja perdida devido ao SIDA.
Muito obrigado. Estamos juntos!