MAPUTO, Moçambique
- Sua Excelência o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Dr. Mateus Saize;
- Excelentíssimos Representantes das Entidades Religiosas, Académicas e da Sociedade Civil;
- Excelentíssimos Representantes dos Parceiros de Cooperação;
- Todo o Protocolo observado;
- Minhas senhoras e meus senhores,
Em nome do Sistema das Nações Unidas em Moçambique, gostaria de felicitar Vossa Excelência o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Dr. Mateus Saize, pelo seu empenho no processo de paz e reconciliação no País, tal como a presença de Vossa Excelência aqui hoje o demonstra.
Permitam-me também saudar o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) e todas as entidades envolvidas na organização deste importante fórum, que reúne diferentes vozes e experiências que refletem a diversidade social e política de Moçambique.
Congratulo igualmente todos os atores sociais e políticos, pelos esforços contínuos na promoção de um diálogo inclusivo e construtivo, essencial para fortalecer a unidade nacional, a paz, a boa governação, o Estado de Direito e os direitos humanos, bem como para impulsionar a recuperação económica e o desenvolvimento sustentável, em benefício de todas as pessoas que vivem em Moçambique.
É particularmente encorajador ver a participação de representantes vindos de várias províncias, incluindo das zonas mais afetadas pelo conflito. Este gesto demonstra o compromisso do Governo e dos atores políticos e sociais, em garantir que ninguém seja deixado para trás.
O objetivo deste fórum – promover uma reflexão nacional ampla e inclusiva sobre os caminhos, desafios e oportunidades para a construção de uma paz duradoura e um programa de reconciliação nacional – é não apenas oportuno, mas essencial.
Ao reunir diferentes setores e sensibilidades da sociedade, estamos a lançar as bases necessárias, que irão fortalecer o processo em curso do Diálogo Nacional Inclusivo.
Excelência, Minhas senhoras e meus senhores,
As Nações Unidas apoiam firmemente Moçambique neste esforço. Reconhecemos que a paz não é apenas a ausência de conflito, mas a presença de justiça, respeito pelos direitos humanos e oportunidades para todas e todos.
A reconciliação não é um evento isolado, mas um processo contínuo, que exige diálogo aberto, compreensão mútua e coragem para ter discussões difíceis.
O programa proposto para estes dois dias de trabalho é ambicioso e relevante. Serão abordados temas cruciais como: o quadro jurídico para a paz, justiça e reconciliação; o papel da cultura e da identidade nacional; a interseção entre diálogo político e religião; e os imperativos da reconciliação social e económica, entre outros.
Estas discussões não são teóricas – elas têm impacto direto na vida de cada pessoa em Moçambique, especialmente daqueles mais afetados pela insegurança, pobreza e injustiça social.
Minhas senhoras e meus senhores,
Esperamos que as deliberações deste fórum alimentem o processo do diálogo nacional inclusivo e ajudem a moldar um futuro onde todas as comunidades se sintam ouvidas, valorizadas e capacitadas para contribuir para o progresso do País.
Apelo a que aproveitemos esta oportunidade para ouvir com atenção, falar com abertura e agir coletivamente.
As Nações Unidas permanecem comprometidas em apoiar as aspirações de Moçambique à paz, à reconciliação e ao desenvolvimento sustentável e inclusivo.
Juntos, construiremos um futuro onde a união, a esperança e a prosperidade prevaleçam, para todos e todas, sem exceção.
Muito obrigado. Kanimambo.