Discurso da Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique no Lançamento do Plano de Resposta Multissectorial à COVID-19 das Nações Unidas
Discurso da Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique, Sra. Myrta Kaulard, durante o lançamento do Plano de Resposta Multissectorial à COVID-19 das
- Sua Excelência Senhor Pedro Comissário Afonso, Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação;
- Ilustres Membros do Corpo Diplomático e família das Nações Unidas,
- Excelentíssimos, representantes da sociedade civil;
- Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Boa tarde a todas e a todos,
A COVID-19, que começou por ser uma emergência de saúde pública, tem vindo a revelar-se bem mais do que isso, dados os agora claros impactos sociais, culturais, econômicos, ambientais e políticos de longa duração em todo o mundo, incluindo em Moçambique.
Em Junho, As Nações Unidas e o INGC lançaram o Apelo Humanitário Urgente em resposta à COVID-19 que se concentrava nas necessidades imediatas daqueles que já estavam enfrentando condições humanitárias severas e seriam incapazes de suportar os impactos da pandemia.
Hoje, encontramo-nos aqui para lançarmos juntos o Plano de Resposta Multissectorial das Nações Unidas à COVID-19 para assistir no combate a esta pandemia ao médio e longo prazo.
Os impactos da crise do coronavírus arrisca interromper e reverter o progresso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Todos os nossos esforços devem ser direcionados à construção de caminhos sustentáveis e resilientes que nos permitam não apenas vencer a COVID-19, mas também enfrentar a crise climática, reduzir a desigualdade, erradicar a pobreza e a fome e alcançar todos os outros ODS. Nosso foco crítico é criar uma resiliência sistêmica aos impactos de saúde, socioeconómicos e ambientais da COVID-19 para que o país saia mais forte desta crise.
O Plano Multissectorial que lançamos hoje representa, de uma maneira integrada, a contribuição das Nações Unidas para os diferentes planos sectoriais das instituições Moçambicanas de resposta à crise que a COVID-19 representa ao país como um todo.
Como uma pandemia global, a saúde está no centro do Plano de Resposta. No entanto, o plano também se concentra nos impactos socioeconómicos da COVID-19, em particular, a recuperação económica, meios de subsistência individuais, governança e questões transversais como gênero e direitos humanos.
O Plano possui duas fases. A primeira fase é composta de acções que serão realizadas até o final de 2020. A segunda é composta por intervenções que serão realizadas até o final de 2021. Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e o Quadro de Cooperação entre a ONU e Moçambique são as referências orientadoras de todas as acções para manter o foco em acelerar o progresso para o alcance do desenvolvimento sustentável em Moçambique apesar da COVID-19.
O orçamento atual do Plano Multissectorial é de US$379 (trezentos e setenta e nove) milhões, dos quais US$42 (quarenta e dois) milhões já estão disponíveis, por meio de fundos reprogramados das diferentes Entidades da ONU assim como pelos esforços atempados para mobilizar fundos juntos aos parceiros para o combate ao coronavírus antes mesmo do primeiro caso confirmado no país.
Como um “documento vivo”, o orçamento também evoluirá ao longo do tempo, à medida de que a situação da COVID-19 se desenrole. O plano é gerido conjuntamente pelas Nações Unidas e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e tem como plataforma fiduciária o Fundo Comun das Nações Unidas em Moçambique que agora foi ajustado para incluir uma janela para fundos da Covid-19.
Como Nações Unidas, estamos comprometidos em continuar a trabalhar de mãos dadas com as instituições e a sociedade civil moçambicanas na implementação deste plano.
Eu gostaria de agradecer calorosamente os parceiros internacionais pela confiança e apoio contínuos ao trabalho da ONU em Moçambique e gostaria de convidá-los a continuarem neste esforço apoiando o Plano de Resposta Multissectorial à COVID-19 que lançamos hoje.
Muito obrigada.