OIM Denuncia Ataques Repreensíveis a Civis em Moçambique e Presta Assistência a Milhares

  • A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está profundamente preocupada com os relatos de violência contínua no norte de Moçambique, que têm deslocado milhares de pessoas, a maioria das quais mulheres e crianças de Palma para distritos vizinhos.

Pemba, Moçambique -  A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está profundamente preocupada com os relatos de violência contínua no norte de Moçambique, que têm deslocado milhares de pessoas, a maioria das quais mulheres e crianças de Palma para distritos vizinhos.

“Denunciamos com o maior repúdio estes ataques condenáveis ​​a civis inocentes”, disse o Director-Geral da OIM, António Vitorino.

“As nossas equipes estão a ajudar os sobreviventes que chegam aos distritos vizinhos e estamos a expandir os nossos esforços para atender às necessidades crescentes à medida que mais pessoas chegam de Palma. Apelamos urgentemente à comunidade de doadores para que nos ajude a apoiar os milhares de pessoas que fogem de homens armados e aldeias em chamas”. A Matriz de Monitoria de Deslocamentos da OIM registou 3.361 deslocados internos, 672 famílias, chegando a pé, de autocarro, avião e barco vindos de Palma para Nangade, Mueda, distrito de Montepuez e Cidade de Pemba. Mais de três quartos das pessoas que chegaram são mulheres e crianças. O número de pessoas que foram deslocadas é provavelmente significativamente maior; acredita-se que outros milhares estejam na floresta, indo a pé para áreas mais seguras. Um total de 670.000 pessoas foram deslocadas internamente no norte de Moçambique desde o início da violência em Outubro de 2017. A situação actual agrava as vulnerabilidades de uma vila que já estava a recuperar do impacto do ciclone Eloise ocorrido em Janeiro, e de desastres naturais passados. Sobreviventes disseram à equipe da OIM que fugiram para as florestas enquanto homens armados matavam seus familiares e queimavam as suas casas. Muitos foram separados dos seus entes queridos, levando consigo apenas as roupas do corpo. Muitas pessoas estão dadas por desaparecidas. Omar Adremar, de 28 anos, disse que fugiu com a esposa e o filho de 18 meses enquanto os sons de tiros e granadas ecoavam pelas ruas de Palma na última quarta-feira. “Caminhamos por três horas pelo mato para evitar as áreas de conflito”, disse ele à equipe da OIM após chegar a Pemba em um voo da UNHAS do Programa Mundial para a Alimentação esta manhã.

“Muitos dos meus amigos e vizinhos escaparam, mas outros desapareceram. Ficamos muito tristes com o que aconteceu” - Omar Adremar, de 28 anos.

A OIM está a conduzir uma grande operação humanitária para salvar vidas e responder às necessidades imediatas dos deslocados e outras comunidades vulneráveis ​​em todo o país, e está a intensificar a sua resposta à situação que se agrava fortemente no norte de Moçambique. A OIM está a preparar o fornecimento de cadeiras de rodas e muletas para os feridos, distribuição de suprimentos médicos incluindo máscaras, baldes de água, comprimidos de purificação de água e sabão para ajudar a prevenir a propagação de COVID-19 e cólera, e está também a preparar itens básicos de abrigo e domésticos para distribuição. Já foi prestada assistência de saúde mental, aconselhamento psicossocial e assistência de protecção a centenas de pessoas deslocadas. As equipas de Coordenação e Gestão de Acampamentos estão a trabalhar com o Governo de Moçambique para garantir que as populações que vêm para locais temporários ou locais reasentamento tenham acesso a serviços e protecção. A OIM continua a monitorar e avaliar os movimentos de deslocamento.

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