Discurso da Coordenadora Residente da ONU, Myrta Kaulard, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a SIDA
Discurso da Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique, Sra. Myrta Kaulard, em comemoração do Dia Mundial de Luta contra o SIDA.
- Sua Excelência Senhor Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República,
- Sua Excelência Doutora Nazira Abdula, Ministra da Saúde e Vice-Presidente do Conselho Nacional de combate ao HIV e SIDA,
- Sua Excelência Victor Borges, Governador da Província de Nampula,
- Excelentíssimo Paulo Vahanle, Presidente do Município da cidade de Nampula,
- Excelentíssimos Membros do Governo aqui presentes,
- Sua Excelência Embaixador dos Estados Unidos,
- Excelentíssimo Doutor Francisco Mbofana, Secretário Executivo do Conselho Nacional de combate ao HIV e SIDA,
- Excelentíssimos representantes da sociedade civil
- Ilustres Membros do Corpo Diplomático e família das Nações Unidas,
- Minhas Senhoras e Meus Senhores membros da comunidade aqui presentes,
- Meu muito bom dia a todas e todos.
É com grande honra e apreço que em nome das Nações Unidas, dirijo-me a esta magna audiência, por ocasião do dia Mundial de luta contra a SIDA, o dia Primeiro de Dezembro.
Sua Excelência, Presidente da República, a vossa presença hoje é um forte e claro sinal do compromisso do País para acabar com a SIDA como epidemia em Moçambique.
O dia Mundial de Luta contra a SIDA é o dia em que recordamos os milhões de pessoas, nossos amigos e entes queridos, que perderam a vida por causa de doenças relacionadas à SIDA.
Muitos morreram porque não podiam aceder aos serviços sociais e de saúde devido ao estigma e por causa da discriminação que pessoas vivendo com o HIV e a SIDA sofrem.
No entanto, hoje é também um dia em que celebramos o trabalho extraordinário que tem sido feito por tantas pessoas, em todo o Mundo e em Moçambique, que está a salvar milhões de vidas.
Os esforços com vista alcançar uma geração livre de HIV são inspiradores. No entanto, como afirmou a Directora Executiva do ONUSIDA, Winnie Byanyima, “o continente africano está ficando para trás, especialmente a África Austral”.
Muitas pessoas ainda não acessam os serviços sociais e de saúde de que tão urgentemente precisam. Precisamos continuar a caminhar ombro a ombro com essas pessoas e lembrar sempre que ninguém pode ter negado seus direitos.
Por essa razão, a liderança política e os governos em todo o mundo, estão hoje de mãos dadas para alcançar este objetivo comum: Um Mundo em que nenhuma vida é perdida devido à SIDA.
Este ano, o tema do dia Mundial de luta contra a SIDA é “Comunidades fazem a diferença na Resposta Nacional ao HIV e à SIDA”
A comunidade foi e continua sendo extremamente vital na promoção de uma resposta rápida à epidemia, oferecendo serviços que podem alcançar a todas e a todos.
A comunidade deve ser o ator principal a lutar contra o estigma e contra a discriminação de pessoas vivendo com HIV. A erradicação do estigma é uma pré-condição para a erradicação do HIV e da SIDA. E isso só pode ser feito pela comunidade para o benefício da própria comunidade e de seus membros.
Onde as comunidades estão engajadas, vemos mudanças acontecerem. Nós vemos os investimentos gerar resultados. E vemos igualdade, respeito e dignidade.
É fundamental reforçarmos essa visão humana da nossa luta. Pessoas vivendo com HIV podem ter uma vida ativa e saudável, como qualquer outra pessoa, e atingir todo o seu potencial.
Temos que eliminar o estigma e a discriminação!
Temos que eliminar a violência baseada no género!
É nosso dever urgente garantir que todas as adolescentes e mulheres jovens tenham acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva.
Precisamos fornecer mais serviços, educação, saúde e proteção social!
Precisamos de comunidades inclusivas e comprometidas junto com uma estreita colaboração entre sociedade civil e instituições.
Temos de lidar com a desigualdade e combatê-la.
É só assim que acabaremos com a SIDA!
Vossa Excelência Presidente Nyusi, reitero o compromisso das Nações Unidas e dos parceiros no apoio contínuo a Moçambique para uma resposta que não deixa ninguém para trás!
Quero terminar saudando os 2,2 (dois milhões e duzentos mil) pessoas vivendo com HIV em Moçambique. Estamos todos aqui para lutar contra o estigma e a descriminação contra vós.
Contem sempre connosco! Estamos juntos e continuaremos juntos!
Muito obrigada.